Justiça do Amazonas mantém prisão preventiva de professor de jiu-jítsu suspeito de abusar de alunas em Manaus

Amazonas – A Justiça do Amazonas manteve a prisão preventiva do professor de jiu-jítsu Carlos Vieira, conhecido como “Esquisito”, durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (6), em Manaus. O suspeito havia sido capturado poucas horas antes, após uma tentativa frustrada de fuga durante uma operação policial.
Considerado foragido desde o fim de maio, quando teve sua foto divulgada pelas autoridades, Carlos foi localizado na manhã de segunda-feira. Ao notar que os policiais cercavam sua residência, ele tentou escapar por uma rota de fuga previamente planejada, utilizando tábuas instaladas na laje do imóvel, mas foi contido e preso pelos agentes.
Durante a ação, um homem que tentou alertar o professor sobre a chegada da polícia também foi detido. As autoridades informaram que todos os familiares ou conhecidos que colaboraram para ocultar o foragido serão investigados. Na delegacia, o investigado optou por não prestar depoimento formal, limitando-se a alegar inocência informalmente.
O caso é conduzido pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). Carlos Vieira é investigado pelos crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual.
Até o momento, a polícia identificou pelo menos sete alunas adolescentes como vítimas, mas trabalha com a hipótese de que o número real seja ainda maior.
O investigado oferecia as jovens a empresários e patrocinadores sob o pretexto de que eram atletas recém-chegadas ao esporte.
A DEPCA apontou que ele intermediava o contato das alunas em troca de vantagens financeiras. Uma das vítimas, inclusive, teria sido obrigada a produzir conteúdo sexual para um investidor.
A Polícia Civil informou que os patrocinadores e empresários envolvidos no esquema de exploração também foram identificados e responderão criminalmente pelos atos. Carlos Vieira permanece preso e à disposição do Poder Judiciário.


