Justiça decreta prisão preventiva de grávida investigada por envolvimento na m0rte de policial em Manaus; suspeita está foragida

Amazonas – A Justiça do Amazonas revogou a prisão domiciliar concedida à gestante Meirilany Silva da Silva e determinou o restabelecimento da prisão preventiva da investigada por suposto envolvimento na operação policial que terminou com a morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, em Manaus.
A decisão foi proferida em caráter liminar pelo desembargador plantonista Flávio Humberto Pascarelli Lopes, após recurso apresentado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). Para o magistrado, há elementos que indicam a gravidade do caso e a necessidade da manutenção da prisão preventiva enquanto as investigações prosseguem.
Meirilany havia obtido o benefício da prisão domiciliar durante a audiência de custódia por estar grávida. No entanto, o MPAM sustentou que a legislação prevê exceções quando há indícios de participação em organização criminosa e risco à ordem pública, argumento acolhido pela Justiça.
Segundo as investigações, a mulher foi presa em flagrante durante a operação realizada na última sexta-feira (24), no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus. No local, as equipes apreenderam aproximadamente uma tonelada de maconha, mais de 10 quilos de cocaína e materiais que, de acordo com a polícia, eram utilizados na logística do tráfico de drogas. A suspeita é investigada por suposta participação na guarda e distribuição dos entorpecentes.
Na decisão, o desembargador também destacou que não foram apresentados documentos médicos capazes de comprovar que a gravidez da investigada é de risco, o que, segundo o entendimento adotado, não justificaria a manutenção da prisão domiciliar diante da gravidade dos fatos investigados.
A medida cautelar será analisada posteriormente pelo colegiado do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).


