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Justiça: após 20 anos, ex-prefeito de Novo Aripuanã é julgado pelo assassinato de Adiel Meira

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Justiça: após 20 anos, ex-prefeito de Novo Aripuanã é julgado pelo assassinato de Adiel Meira

Amazonas – Após 20 anos de um crime brutal na política amazonense, a justiça será feita. O ex-prefeito de Novo Aripuanã, Hilton Laborda Pinto, o ”Peixoto”, será julgado pelo assassinato de Adiel Meira de Santana. O crime ocorreu dia 28 de agosto de 2002, na praça de alimentação do Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus.

Na época do crime, Adiel era prefeito de Novo Aripuanã, enquanto Hilton era seu vice. Hilton havia encomendado a morte de Adiel, com a ajuda de seus irmãos, Olímpio Laborda Pinto, o ”Netinho” e o Antônio Péricles Laborda Pinto o ”Peco”.

Segundo as denúncias feitas ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), o crime teria sido motivado pelo interesse em assumir a prefeitura do município.

Eles teriam contratado Francisco das Chagas de Oliveira, o ”Chaguinha”, para matar Adiel. Anos atrás enquanto estava preso, ”Chaguinha” contou que recebeu R$ 79 mil de Peixoto para assassinar o prefeito do município e após o serviço concluído, a promessa de mais R$ 100 mil para manter em segredo que ele seria o mandante do crime.

Adiel foi assassinado a sangue frio na frente da namorada enquanto estacionava seu carro na praça de alimentação do Dom Pedro, em Manaus. Ele foi alvejado com cerca de 36 tiros e morreu na hora.

O caso repercutiu em vários programas de TV, e o que família achou que iria ser resolvido, se postergou por mais 10 anos.

Assista a confissão do crime:

Justiça

O processo iniciou em 2002 e tem mais de 8,3 mil páginas. Nesta segunda-feira (7), Peixoto e seus irmãos se sentaram no banco dos ”réus” para serem julgados pela morte de Adiel Meira.

Pelo crime também estão sendo julgados Luiz Otávio Rodrigues Pereira, Raimundo Erasmo Alecrim Ribeiro e Francisco das Chagas de Oliveira, o ”Chaguinha”.

Um oitavo acusado de envolvimento no crime, Edmundo Barbalho Pinto Júnior, o ”Pinto Júnior”, morreu no decorrer da Ação Penal e teve extinta a punibilidade pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, onde o processo tramita.

A sessão de julgamento será presidida pela juíza de Direito Ana Paula de Medeiros Braga Bussulo. Já o MPE-AM será representado pelas promotoras de Justiça Márcia Cristina de Lima Oliveira e Lilian Nara Pinheiro de Almeida.

”Chaguinha” e Luiz Otávio serão defendidos por defensores públicos.

O julgamento terá continuidade na manhã de terça-feira (8), no Fórum Henoch Reis, onde os familiares de Adiel Meira de Santana lutam por Justiça.

 


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