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Idosa denuncia acobertamento de estupro e sequestro próximo de Colégio em Manaus: “a diretora não passa as câmeras de jeito nenhum”; ouça

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Idosa denuncia acobertamento de estupro e sequestro próximo de Colégio em Manaus: “a diretora não passa as câmeras de jeito nenhum”; ouça

Manaus – Uma grave denúncia veio à tona envolvendo a segurança dos alunos da Escola Municipal Desembargador Oyama Ituassú, localizada em Manaus (AM). Em um relato desesperado e contundente, uma idosa expôs uma suposta rede de crimes que tem como alvo crianças e adolescentes da região, além de apontar uma preocupante omissão por parte da direção da instituição de ensino e das autoridades policiais locais.

De acordo com o depoimento da denunciante, os estudantes do turno da manhã estão sendo sistematicamente perseguidos por criminosos que rondam as imediações do colégio. A gravidade dos casos narrados choca: a idosa afirma que seu próprio sobrinho foi vítima de estupro.

Os ataques, no entanto, não se limitam a esse caso. A avó relata uma série de ocorrências na região:

  • Sequestro relâmpago: Uma aluna moradora da área do Santa Etelvina teria sido levada da porta da escola e liberada apenas no dia seguinte.

  • Desaparecimento: Um jovem da região do Palmeiras estaria desaparecido.

  • Tentativa de rapto: A própria neta da idosa foi alvo de uma tentativa de captura, que só foi evitada graças à intervenção da família, que agiu rapidamente após ser alertada.

“Do portão pra dentro”

Um dos pontos mais críticos da denúncia recai sobre a postura da diretora da E.M. Desembargador Oyama Ituassú. Segundo a idosa, a gestora escolar tem se eximido de qualquer responsabilidade sobre a segurança dos estudantes nas imediações do colégio. “A diretora disse que ela não tá nem aí. Ela trata do portão pra dentro. Do portão pra fora, ela não tem nada a ver com o que tá acontecendo”, relatou a avó.

Além da suposta falta de empatia, a idosa acusa a escola de reter provas fundamentais. A direção estaria se recusando a fornecer as imagens das câmeras de monitoramento que registram a movimentação na frente da escola, material que poderia identificar os veículos e os suspeitos envolvidos nos ataques.

Suposta negligência Policial no 26º DIP

A busca por justiça e proteção esbarrou também na delegacia. A denunciante afirma que membros da comunidade procuraram o 26º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para registrar as ocorrências e solicitar policiamento preventivo, mas foram ignorados.

Segundo ela, o delegado plantonista duvidou da veracidade dos relatos, recusou-se a registrar o Boletim de Ocorrência (B.O.) e negou o envio de uma viatura para patrulhar a saída dos estudantes no período da manhã. “O delegado não acreditou. Mandou a gente embora… ele não ia fazer o B.O.”, desabafou. A polícia só teria comparecido ao local após um novo ataque recente contra algumas meninas.

Suspeito reconhecido

A idosa relatou ainda que um homem foi preso recentemente na região. Embora o suspeito tenha declarado à polícia ser apenas um assaltante, a neta e a filha da denunciante, que frequentam o entorno da escola diariamente, o reconheceram por fotos como um dos indivíduos que rondavam o colégio em atitude suspeita.

O caso expõe o pânico de pais e responsáveis que, diante da inércia das autoridades educacionais e de segurança, temem enviar seus filhos às aulas. A comunidade agora clama por investigações rigorosas e por proteção imediata para os estudantes.


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