Homem vai na delegacia denunciar sogra que xingou ele e descobre que ela tem três CPFs e supostamente aplica golpe no INSS, em Manaus

Manaus – Uma crise familiar impulsionada por intrigas domésticas e ofensas diretas acabou desmascarando um suposto esquema de falsidade ideológica e fraudes previdenciárias. Após sete anos de um casamento marcado pelas pesadas interferências da ex-sogra, o contador M.C.S decidiu procurar a polícia para registrar as calúnias que vinha sofrendo. No entanto, ao tentar formalizar o Boletim de Ocorrência contra a mulher que o chamava repetidamente de “pilantra”, “desonesto” e “safado”, uma consulta de rotina no sistema da delegacia mudou o rumo da história: a investigada, de 55 anos, possuí três números de CPF diferentes vinculados ao seu nome. Esse achado inusitado foi a ponta do iceberg de uma apuração que expõe desde identidades duplicadas até o suposto recebimento irregular de dinheiro público.
A descoberta na delegacia levou o ex-genro a iniciar uma varredura minuciosa na vida pregressa da sogra, revelando falhas grotescas em documentos oficiais que deveriam ser invioláveis. A Notícia-Crime expõe que a mulher viveu sob um “apagão” civil por grande parte da juventude: a certidão de nascimento dela só foi emitida em 1985, quando ela já possuía 18 anos de idade, e o seu registro de CPF ocorreu anos mais tarde. A gravidade da situação se escancara quando as certidões de diferentes gerações são confrontadas. No registro de nascimento da mulher, seus pais constam formalmente como A.F.L e M.O.L. No entanto, na certidão de sua filha, que curiosamente também teve o registro atrasado em cinco anos, os avós maternos aparecem com nomes diferentes. Essa drástica mutação de nomes na árvore genealógica sugere que os dados foram forjados ou alterados por conveniência para viabilizar fraudes.
O ponto mais alarmante da apuração, contudo, recai sobre uma suposta fraude biométrica validada por órgãos oficiais, algo que coloca em xeque a segurança do Estado. A denúncia apresenta cópias dos prontuários civis do Instituto de Identificação pertencentes a sogra e à irmã dela, R.O.L. Ao comparar os espelhos de coleta dos dois documentos, as impressões digitais de ambas são idênticas. Na prática, isso significa que a mesma pessoa física pode ter ido ao órgão estadual em momentos diferentes e conseguido emitir Carteiras de Identidade (RGs) válidas para “duas mulheres”, criando identidades paralelas e um “fantasma” burocrático perfeito para cometer ilícitos de forma indetectável.
O aprofundamento das buscas indicou que essa complexa engenharia de falsificações tem um alvo e um objetivo financeiro direto: o desvio de verbas públicas. Além de acumular um histórico com três CPFs diferentes gerados em seu nome, a representação protocolada pelo ex-genro sustenta que a ex-sogra utiliza essa documentação corrompida para receber indevidamente o Benefício de Prestação Continuada (LOAS) do INSS, sob a alegação de incapacidade mental. Diante da materialidade das inconsistências, a denúncia exige a instauração imediata de um Inquérito Policial para apurar o estelionato, além de cobrar a anulação de certidões, averbações de divórcio e históricos escolares que tenham sido baseados nessa identidade investigada.


