Homem mata esposa após briga por causa de abacates; veja vídeo
Brasil – Uma discussão aparentemente banal sobre abacates terminou em tragédia em Santarém, no oeste do Pará. Maria Jucineide foi assassinada pelo companheiro na manhã de sábado (27), em uma residência no bairro Jutaí. O crime, classificado como feminicídio, chocou a comunidade local e ganhou repercussão nacional pela motivação inusitada revelada pela Polícia Civil.
De acordo com as investigações, a briga começou na noite de sexta-feira (26) e se prolongou até a manhã seguinte. O suspeito teria colhido abacates da casa e os distribuído para outras pessoas, o que desagradou a vítima. Ela repreendeu o companheiro pela atitude, gerando uma discussão que escalou rapidamente para violência.
A delegada Carmen Ramos, responsável pelo caso na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), detalhou em coletiva de imprensa que Maria Jucineide tentou pedir ajuda: correu para a rua gritando por socorro e chegou a ligar para familiares. O suspeito, no entanto, a impediu de sair, trancando a porta da casa. Há indícios de que a vítima se defendeu, pois lesões compatíveis com resistência foram encontradas no corpo do homem. As investigações preliminares apontam estrangulamento como causa da morte.
Familiares foram acionados, mas quando uma irmã da vítima chegou ao local, Maria Jucineide já estava sem vida no quarto do casal. A polícia foi chamada por volta das 11h, e equipes realizaram perícia no local, ouvindo testemunhas e reconstruindo os fatos.
O suspeito fugiu inicialmente, mas se apresentou espontaneamente na Deam à tarde, acompanhado de advogados — o que, conforme o artigo 302 do Código de Processo Penal, impediu a prisão em flagrante imediata. Paralelamente, a Polícia Civil solicitou prisão preventiva ao juiz plantonista, que deferiu o pedido. À noite, familiares o levaram à delegacia, onde ele recebeu voz de prisão e foi detido. A polícia orientou a apresentação para evitar riscos à integridade do suspeito, devido à comoção pública.
Familiares relataram à polícia um histórico de violência psicológica e física sofrida por Maria Jucineide, embora ela nunca tenha registrado boletim de ocorrência formal. O superintendente regional da Polícia Civil, delegado Jamil Farias Casseb, lamentou o caso e reforçou a importância de denunciar agressões domésticas precocemente, para evitar desfechos fatais.
O caso segue sob investigação, com o suspeito preso à disposição da Justiça.


