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Governo Wilson Lima se tornou “terreno fértil” para milicianos e aliados de facções criminosas

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Governo Wilson Lima se tornou “terreno fértil” para milicianos e aliados de facções criminosas

Manaus – O cenário da segurança pública no Amazonas atravessa uma de suas crises mais agudas, revelando um tecido institucional esgarçado onde a linha entre o policiamento e o crime organizado tornou-se perigosamente tênue. A recente expulsão do oficial Galeno Edmilson de Souza Jales, ex-diretor do Núcleo Prisional da Polícia Militar, é apenas a ponta de um iceberg que expõe como estruturas milicianas e de infiltração se consolidaram sob a gestão de Wilson Lima.

O “Comandante” que não deveria estar lá

A trajetória de Galeno Jales dentro da corporação é um retrato da impunidade administrativa. Embora tenha sido expulso agora por facilitar a fuga de 23 policiais custodiados, o real motivo jurídico de sua saída remonta a uma irregularidade de quase uma década.

Diretor do Núcleo Prisional responsável por facilitar fuga em massa de policiais milicianos é expulso da PM no Amazonas; veja

Jales ingressou na PMAM por meio de uma liminar, pois não cumpria os requisitos de idade na época do concurso. Mesmo com decisões judiciais desfavoráveis que já deveriam tê-lo afastado, o oficial permaneceu “sub judice” desde 31 de janeiro de 2017. Fontes jurídicas revelaram ao CM7 Brasil que o processo de sua expulsão ficou propositalmente “engavetado na gaveta de alguém superpoderoso”, permitindo que ele não apenas continuasse na ativa, mas que assumisse a diretoria de um presídio militar sob a patente de Major, apesar de seu registro oficial ser de 2º Tenente.

Um Histórico de Omissão e Infiltração

O caso de Galeno não é um episódio isolado de falha na fiscalização; ele se soma a um histórico de infiltrações que atingem o coração do Governo Wilson Lima. Em dezembro de 2023, o governo do Amazonas já havia sido abalado pela descoberta de que Lanalbert Nunes Obando ocupava o cargo de Gerente de Inteligência da pasta.

Lanalbert é irmão de Sérgio Roberto Obando, apontado pela Polícia Federal como um dos principais líderes do tráfico transnacional na tríplice fronteira, abastecendo facções como PCC e Comando Vermelho. O mais grave: Lanalbert foi nomeado para ter acesso a informações sigilosas e investigações contra o crime organizado apenas 15 dias após a última prisão de seu irmão traficante. Na época, o governo alegou “desconhecimento”, mas o padrão de nomeações sensíveis sem o devido compliance se repete agora com a manutenção de Galeno no comando de um presídio.

15 Dias de Caos: O Raio-X da Infiltração Criminosa

A estrutura miliciana no Amazonas não se limita à facilitação de fugas. Em um intervalo de apenas duas semanas em 2026, a PMAM viu seus membros envolvidos nos crimes mais graves do estado:

 

1. Piratas de Farda: Três policiais da ativa foram detidos em 24 de fevereiro ao tentarem roubar uma tonelada de drogas de traficantes no Rio Negro.

2. Logística do Entorpecente: Seis policiais foram presos em flagrante no dia 27 de fevereiro descarregando cerca de três toneladas de drogas de uma balsa no Tarumã.

 

Perguntas que Exigem Respostas

A permanência de oficiais com pendências judiciais em cargos de confiança e a recorrência de parentes de criminosos na cúpula da segurança sugerem que o terreno para o crime organizado foi adubado pela conivência política.

  • Quem está blindando os maus policiais que interagem e jogam com o tráfico dentro da estrutura do Estado?
  • Por que o Governo Wilson Lima demorou tanto tempo para expulsar Galeno Jales, quase duas semanas mesmo apóa a prisão dele?
  • Como o Governo Wilson Lima pode ser considerada confiável se, em 2023, entregou as chaves da segurança pública ao irmão de um dos maiores traficantes da região e, em 2026, assiste ao seu sistema prisional ser gerido por um facilitador de fugas?

Enquanto o governo tenta dar respostas pontuais através de exonerações tardias, a sociedade assiste à institucionalização de práticas que transformaram a segurança pública em um balcão de negócios para milícias e facções.

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