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Fuzis de militares venezuelanos estão sendo utilizados por traficantes no Amazonas, diz delegado; veja vídeo

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Fuzis de militares venezuelanos estão sendo utilizados por traficantes no Amazonas, diz delegado; veja vídeo

Manaus — O avanço do crime organizado na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru ganhou um novo e alarmante capítulo. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) revelou nesta quarta-feira (7/1) que fuzis de uso exclusivo das forças militares da Venezuela estão sendo desviados para equipar milícias e traficantes que atuam no escoamento de drogas pelo Rio Solimões.

A confirmação veio após uma operação cirúrgica no município de São Paulo de Olivença (a 985 quilômetros de Manaus). Sob o comando do delegado Igor Nunes, os agentes interceptaram uma lancha que subia o rio em direção a Tabatinga. No porão da embarcação, escondidos em uma caixa, foram encontrados dois fuzis de alto poder de destruição: um AK-47 e um FAL, ambos no calibre 7.62, além de mais de 600 munições.

De acordo com o Delegado Paulo Mavignier, que detalhou a ação, o armamento não estava na região por acaso. As armas fazem parte de uma “escolta de guerra” utilizada para proteger grandes carregamentos de entorpecentes contra ataques de piratas de rio e abordagens policiais.

“Esses fuzis, possivelmente, estariam descendo de Tabatinga para Manaus, escoltando uma carga de entorpecentes, e depois eles retornaram lá para a fronteira para poder escoltar uma nova carga”, explicou Mavignier.

O delegado ressaltou que a rota inversa das armas — subindo o rio — é um forte indicativo de que o serviço de entrega da droga já havia sido concluído na capital amazonense. “Não tem lógica subir de Manaus para Tabatinga. Nada sobe. Com certeza essas armas estavam retornando ao caminho de origem para escoltar o próximo carregamento”, afirmou.

 

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O “Frete” do Crime

Durante a abordagem, o responsável pelo porão da lancha foi preso em flagrante. Em depoimento, o homem confessou que não era a primeira vez que realizava o transporte desse tipo de “encomenda” e revelou o valor pago pelo crime organizado para infiltrar as armas em embarcações de passageiros e cargas.

“Ele inclusive confessou e, no depoimento, relatou que não foi a primeira vez que ele fez esse tipo de situação. Ele recebia a quantia de R$ 3.000 para fazer esse transporte”, revelou o delegado Paulo Mavignier.

Arsenal Paramilitar

A origem venezuelana dos fuzis preocupa as autoridades. O fuzil FAL (Fuzil Automático Leve), por exemplo, é uma arma de guerra conhecida por sua robustez e longo alcance, sendo o armamento padrão de diversas forças armadas vizinhas. A presença dessas armas nas mãos de milícias que atuam em Leticia (Colômbia) e Santa Rosa (Peru) aumenta a letalidade dos confrontos na Amazônia.

Mavignier enfatizou a importância do golpe logístico: “É uma apreensão muito importante, porque baixa o arsenal utilizado pela milícia que fica na fronteira… Essas armas são usadas em confrontos; já houveram diversos confrontos com as forças policiais do Amazonas”.

A Polícia Civil agora segue com as investigações para identificar o destinatário final do armamento e quem são os líderes do esquema de tráfico internacional que está financiando a entrada de fuzis estrangeiros em território brasileiro.

 


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