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Força Nacional avança sobre os rios Negro e Solimões para combater o crime organizado em Barcelos e Coari

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Força Nacional avança sobre os rios Negro e Solimões para combater o crime organizado em Barcelos e Coari

Manaus – Em um movimento estratégico para asfixiar as rotas do narcotráfico e frear a degradação ambiental na Amazônia, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) oficializou, nesta terça-feira (18), o envio da Força Nacional de Segurança Pública para o estado do Amazonas.

A medida, assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva, foca em dois pontos críticos da geografia amazônica: os municípios de Barcelos e Coari. As cidades são consideradas peças-chave na logística de grupos criminosos que utilizam as calhas dos rios Negro e Solimões para o escoamento de drogas e a prática de ilícitos ambientais.

Os Detalhes da Operação

A Portaria MJSP nº 1.150 estabelece as diretrizes para a intervenção, que terá duração inicial de 90 dias. Confira os principais pontos do documento:

Foco Geográfico: Calhas dos rios Negro e Solimões (Barcelos e Coari).

Alvos Principais: Crime organizado, narcotráfico e crimes ambientais.

Natureza do Emprego: Caráter episódico e planejado, visando a preservação da ordem pública e a segurança do patrimônio e das pessoas.

Logística: O estado do Amazonas (órgão demandante) ficará responsável por fornecer a infraestrutura necessária para a acomodação e operação das tropas.

Plano Amas: Soberania e Presença Estatal

O envio do contingente não é uma ação isolada, mas parte integrante do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas). O projeto é a principal aposta do Governo Federal para fortalecer a presença do Estado em áreas remotas e sensíveis, onde a ausência de fiscalização costuma ser explorada por milícias e organizações transnacionais.

“A atuação da Força Nacional em apoio aos órgãos estaduais é imprescindível para garantir que a lei chegue onde a geografia impõe desafios”, destaca o texto da portaria fundamentada na Constituição Federal e na Lei nº 11.473/2007.

O número exato de agentes que desembarcarão na região seguirá o planejamento sigiloso da Diretoria da Força Nacional, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública. A expectativa é que o reforço traga fôlego às forças locais, que enfrentam o desafio logístico de monitorar milhares de quilômetros de vias fluviais.


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