Filha mais velha desabafa sobre pai que matou a irmãzinha: “O que ele fez, tem que pagar”; veja vídeo

Brasil – O julgamento de Valmir Rodrigo Pegoraro, de 41 anos, acusado de matar a própria filha, a bebê Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, de apenas 1 ano e 9 meses, teve início nesta sexta-feira (10), no fórum de Ponte Serrada, no Oeste de Santa Catarina. O réu responde por feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver em um caso que chocou o estado.
A sessão ocorre em júri popular e segue sob segredo de justiça, sem acesso do público ou da imprensa ao plenário. O conselho de sentença foi formado por sete jurados — cinco mulheres e dois homens — definidos por sorteio. O início dos trabalhos sofreu atraso devido à chegada da defesa.
Crime ocorreu após discussão familiar
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime aconteceu no dia 25 de maio de 2025, na zona rural de Abelardo Luz. Na ocasião, Valmir teria discutido com a companheira, motivado por ciúmes, durante uma visita à família.
Em meio ao desentendimento, ele pegou a filha no colo e seguiu em direção a uma área de mata. Familiares ainda tentaram impedir, mas não conseguiram alcançá-lo. A criança havia sido amamentada minutos antes.
Segundo a polícia, já em uma região de mata no interior de Vargeão, o homem tirou a vida da criança. Após o crime, ele ainda tentou tirar a própria vida, mas não conseguiu.
Confissão e buscas
O desaparecimento mobilizou familiares e forças de segurança ainda no mesmo dia. Durante a noite, o acusado entrou em contato com parentes e confessou o crime por telefone. Após negociações, ele se entregou.
O corpo da bebê foi encontrado no dia seguinte em uma área rural da região, encerrando as buscas que haviam mobilizado a comunidade local.
“O que ele fez, tem que pagar”, diz filha
Antes do início do julgamento, a filha mais velha do acusado, Marielly Pegoraro, falou com a imprensa do lado de fora do fórum. Em um relato marcado por conflito emocional, ela afirmou esperar justiça, mas disse que a família não pretende abandonar o réu.
“O que ele fez, tem que pagar”, declarou. Ao mesmo tempo, destacou que não defende o crime, mas lembra do pai como alguém presente durante sua criação.
Outros familiares também relataram que o relacionamento entre Valmir e a mãe da criança era conturbado, com episódios frequentes de separações e discussões.
Julgamento segue sem previsão de término
Durante a sessão, devem ser ouvidas testemunhas e apresentados vídeos com depoimentos colhidos ao longo da investigação. O júri segue em andamento e não há previsão para a divulgação da sentença.
O caso segue sendo acompanhado com atenção pela população local, diante da gravidade dos crimes e do impacto causado pela morte da criança.








