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Família de recruta da Aeronáutica diz que jovem foi humilhado antes de ser encontrado morto em alojamento da base em Manaus; veja vídeo

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Família de recruta da Aeronáutica diz que jovem foi humilhado antes de ser encontrado morto em alojamento da base em Manaus; veja vídeo

Manaus – A morte do jovem recruta Cristian Amaral, ocorrida no último domingo (12/4), dentro de uma base da Aeronáutica, está cercada de denúncias graves feitas pela própria família. Segundo relatos, o rapaz enfrentava forte pressão psicológica e teria sido submetido a situações humilhantes antes de ser encontrado sem vida no alojamento.

De acordo com informações repassadas por familiares, Cristian foi encontrado morto por enforcamento por volta das 17h, dentro da base aérea onde cumpria serviço militar. A família afirma que ele vinha sofrendo pressão constante por parte de superiores, especialmente do sargento identificado como Albani, responsável pelo pelotão de recrutas.

Em entrevista, a irmã do jovem revelou que o ingresso de Cristian na Aeronáutica não era exatamente um sonho pessoal, mas uma decisão motivada pelo desejo de ajudar os pais, já idosos. Ele havia sido aprovado em um curso de Turismo, mas acabou seguindo a carreira militar após o alistamento.

“Ele dizia que estava lá pela mãe, para conquistar as coisas, para ajudar em casa. Era muito difícil para ele”, contou.

Segundo o relato, Cristian demonstrava disciplina e esforço para evitar punições, que, conforme a família, eram temidas por serem severas e, em alguns casos, consideradas “desumanas”. O medo de sofrer sanções teria aumentado nos dias que antecederam sua morte.

A situação se agravou após um episódio recente, quando o jovem se atrasou para assumir o posto. Ele deveria estar no local às 6h, mas acabou chegando por volta das 8h30. Ainda de acordo com a família, o erro teria gerado pânico extremo no recruta.

“Ele só falava ‘sim, senhor’, tremendo, apavorado. Dizia que estava ferrado, que ia ser punido. Ele já sabia o que ia acontecer”, relatou a irmã.

A família afirma que o jovem vinha demonstrando sinais claros de abalo emocional, principalmente pelo receio constante das punições dentro da unidade militar. Para os parentes, a pressão psicológica foi determinante para o desfecho trágico.

O caso deve ser apurado pelas autoridades competentes, e a família cobra rigor nas investigações para esclarecer as circunstâncias da morte e apurar possíveis responsabilidades dentro da cadeia de comando.

Até o momento, a Aeronáutica não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.


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