Família acusa mulher trans de agressão contra tia e primos e ameaçar colocar fogo na casa; veja vídeo
Manaus – Uma ocorrência de extrema violência doméstica mobilizou as autoridades na capital amazonense nesta quarta-feira (14/1). Pérola, uma mulher trans, foi detida após um surto de agressividade que resultou em ataques físicos contra sua própria tia e dois primos, além de uma tentativa de incendiar a residência familiar no bairro São José, zona leste de Manaus.
Veja vídeo:
De acordo com os relatos, a confusão teve início nas primeiras horas do dia, quando Pérola teria abordado a tia de forma agressiva exigindo dinheiro para custear um transporte por aplicativo. Diante da recusa ou do susto causado pela abordagem, a suspeita tentou arrombar a porta da tia, perdendo completamente o controle e iniciando uma série de agressões.
Em um depoimento detalhado, o primo da agressora descreveu a sequência de ataques sofridos pela família, relatando que Pérola utilizou uma barra de ferro para golpeá-lo no peito e tentou atingir seu pescoço com o objeto. Durante a tentativa de defesa, o primo ainda foi mordido severamente no braço pela suspeita, que quase arrancou um pedaço de sua pele.
Veja relato do primo:
A violência também atingiu as mulheres da casa; a tia, que sofre de ansiedade e crises de pânico, foi agredida com um tapa no peito e golpes de sapato, enquanto a prima da suspeita foi atacada com tapas e teve o cabelo puxado. A situação escalou para uma ameaça de morte coletiva quando a suspeita entrou pela janela de um quarto onde um primo doente estava repousando, espalhou álcool e ameaçou atear fogo na residência, momento que teria sido registrado em vídeo.
Segundo as vítimas, Pérola tentou justificar as agressões alegando que, por sua identidade de gênero, teria o direito de bater em outras mulheres. Ela ainda acusou o primo de homofobia, alegação que ele rebateu prontamente ao afirmar que também é homossexual e que nada justifica tamanha violência, ressaltando que agredir outra mulher é totalmente inviável independentemente do gênero com que a pessoa se identifique.
A família relatou que o comportamento agressivo de Pérola é recorrente e já atingiu vizinhos, mas que evitavam registrar boletins de ocorrência no passado para poupar a avó, que criou a suspeita desde criança. No entanto, diante da gravidade dos novos fatos, o caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) para os procedimentos legais.


