Exclusivo: PF apreende Hilux da diretora de intercâmbio social da AFFEAM em galpão de dono de construtora em Manaus; veja vídeo
Manaus – Na manhã desta quarta-feira (16), durante os desdobramentos da Operação “Dinastia do Lago”, a Polícia Federal apreendeu uma caminhonete TOYOTA HILUX Cinza, de placa TAA6G28. O veículo pertence a Alcilene Garcia de Souza, Diretora de Intercâmbio Social da Associação dos Funcionários Fiscais do Estado do Amazonas (AFFEAM).

Apreensão e Tentativa de Ocultação
O veículo foi localizado no interior de um galpão situado na rua Berlim, nº 3, no bairro Planalto, em Manaus. Momentos antes de a Polícia Federal conseguir adentrar no local, houve uma movimentação suspeita: funcionários tentaram arrancar os adesivos de propaganda eleitoral que estavam colados no carro.
O material fazia referência a candidatos a deputado federal e estadual que possuem forte base política em Coari. O próprio galpão também exibia bandeirinhas políticas no momento da ação. A proximidade de Alcilene com figuras políticas de Coari é ilustrada em materiais de campanha ao qual ela divulga nas próprias redes sociais.


O Galpão e as Construtoras Envolvidas
O endereço no bairro Planalto abriga duas empresas do ramo de construção, ambas de propriedade do empresário Heraldo Lima Galvão. Consultas aos dados da Receita Federal confirmam que Heraldo atua como sócio-administrador de ambas as pessoas jurídicas:
Nale Construtora Ltda: Registrada sob o CNPJ 04.938.566/0001-10, a empresa possui um capital social declarado de R$ 2.100.000,00.

H. L. Galvão Ltda: Inscrita no CNPJ 31.378.249/0001-69, conta com um capital social de R$ 1.800.000,00.

O Que é a Operação Dinastia do Lago?
A ofensiva da PF visa desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro na Prefeitura de Coari. Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a operação cumpre 29 mandados de busca e apreensão, além de medidas de afastamento de servidores públicos, incluindo o atual prefeito de Coari, Adail Pinheiro.
As investigações começaram em maio de 2025, quando autoridades apreenderam cerca de R$ 1,25 milhão em espécie sendo transportados por empresários em um voo de Manaus a Brasília. A PF suspeita que os recursos públicos eram desviados para pagamento de propinas, utilizando manobras financeiras e empresas locais para lavar o dinheiro ilícito.
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