Escândalo na Amazonprev: aplicações investigadas pela PF ocorreram na gestão do tesoureiro de campanha de Wilson Lima
Amazonas – A operação deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (6) para investigar irregularidades na aplicação de recursos da Amazonprev trouxe novamente à tona questionamentos sobre a gestão do fundo de previdência dos servidores públicos do Amazonas em 2024. No período investigado, a instituição era presidida por Ary Renato Vasconcelos de Souza, que já atuou como tesoureiro da campanha eleitoral do governador Wilson Lima (União Brasil).
A investigação, realizada no âmbito da operação “Sine Consensu”, apura suspeitas de irregularidades na aplicação de aproximadamente R$ 390 milhões em Letras Financeiras de bancos privados. Entre as instituições que receberam os aportes estão C6 Bank, Banco Master, Banco Daycoval e BTG Pactual. Segundo a auditoria do Ministério da Previdência que deu origem ao caso, os investimentos teriam ocorrido entre junho e setembro de 2024, em alguns casos sem aprovação formal do Comitê de Investimentos ou com instituições que não estavam devidamente credenciadas.
Por decisão da Justiça Federal, três servidores ligados à gestão da fundação foram afastados cautelarmente por 90 dias: Claudinei Soares, ex-gestor de recursos; Cláudio Marins de Melo, diretor de Administração e Finanças; e André Luis Bentes de Souza, ex-diretor de Previdência. A PF aponta indícios de falhas graves de governança, fracionamento de operações para contornar limites administrativos e possível prática de crimes como gestão temerária e corrupção.
Apesar disso, o caso levanta questionamentos porque as aplicações sob suspeita ocorreram justamente durante a gestão de Ary Renato Vasconcelos de Souza, então presidente da Amazonprev. Antes de assumir o cargo em 2022, ele ocupou funções estratégicas no governo estadual e também atuou na campanha de reeleição de Wilson Lima, desempenhando atividades ligadas à tesouraria e contabilidade eleitoral.
Ary Renato deixou a presidência da fundação no início de 2025, sendo substituído por Evilázio Nascimento. Até o momento, porém, o ex-diretor não aparece entre os alvos da operação, o que tem gerado questionamentos sobre o alcance das investigações, já que as aplicações investigadas foram realizadas durante sua gestão à frente da previdência estadual.
Vale ressaltar que a investigação da Polícia Federal ainda está em fase inicial e pode ter novos desdobramentos nos próximos meses. Nos bastidores, a expectativa é que o inquérito avance para analisar possíveis responsabilidades em níveis mais altos da administração estadual, já que a Amazonprev é vinculada ao governo e possui gestão estratégica dentro da estrutura do Estado. Nesse contexto, especialistas apontam que eventuais apurações podem alcançar a cúpula do governo, considerando que a fundação integra a política previdenciária estadual e está sob a esfera administrativa do governador Wilson Lima.
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