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Cortina de fumaça: Recuo de Moraes após marcar pronunciamento levanta suspeitas de cálculo político e insegurança no STF

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Cortina de fumaça: Recuo de Moraes após marcar pronunciamento levanta suspeitas de cálculo político e insegurança no STF

Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou um pronunciamento para as 11h desta quinta-feira (10), mas cancelou a fala poucos minutos depois do anúncio. O recuo, em meio à crise interna na Corte, abriu espaço para duas leituras: estratégia política ou insegurança sobre o apoio dos próprios colegas. De ambas as formas, Moraes parece acoado.

A primeira interpretação está ligada à Operação Dark Horse, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta e autorizada pelo ministro Flávio Dino. Poderia ‘favorecer’ Moraes de alguma forma a depender da tramitação.

Segundo a análise publicada, caso Moraes mantivesse seu pronunciamento no mesmo dia, a fala poderia disputar espaço com a repercussão da operação. Por isso, o cancelamento teria sido feito de caso pensado, para abafar o caso envolvendo seu nome e sua posição no STF. A famosa cortina de fumaça. Uma decisão calculada para evitar que o foco político saísse da ofensiva da PF.

Pressão aumenta antes de julgamento no plenário

A segunda leitura é mais delicada para Moraes. Na próxima terça-feira, 15 de setembro, o plenário do Supremo deverá analisar questões relacionadas à sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, em sessão marcada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. O encontro poderá influenciar os próximos passos das apurações.

Existe a avaliação de que Moraes não teria segurança, neste momento, sobre contar com o apoio da maioria dos ministros para afastar a possibilidade de uma investigação. O que por si só já diz muito. Levando em consideração que Moraes nunca antes havia tido uma atitude tão cautelosa e discreta.

Nesse cenário, o pronunciamento seria uma oportunidade para o ministro apresentar sua versão publicamente e responder aos questionamentos. O fato de ter anunciado a fala e recuado logo depois foi interpretado como um possível sinal de cautela e fragilidade política.

Moraes, que ocupou posição central em alguns dos processos mais relevantes do STF nos últimos anos, chega agora a uma semana decisiva: sob pressão interna, com questionamentos sobre sua relação com Vorcaro e diante de um plenário que poderá definir os próximos rumos da crise na Corte.


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