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Caso PC Siqueira: polícia reabre investigação como homicídio e ex-namorada vira alvo de questionamentos

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Caso PC Siqueira: polícia reabre investigação como homicídio e ex-namorada vira alvo de questionamentos

Brasil – Quase dois anos e meio após a morte do influenciador digital Paulo Cezar Goulart Siqueira, conhecido como PC Siqueira, o caso ganhou novo fôlego na esfera policial e judicial. A Justiça de São Paulo determinou a retomada das investigações, atendendo a um pedido do Ministério Público (MP-SP), que contestou a conclusão inicial de suicídio apontada pela Polícia Civil. Agora, a apuração avança com a possibilidade explícita de homicídio, além de instigação ao suicídio, e a ex-namorada do youtuber passou a ser alvo de intensos questionamentos.

PC Siqueira foi encontrado sem vida no dia 27 de dezembro de 2023, em seu apartamento no bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo. À época, a perícia oficial concluiu que o influenciador de 37 anos havia se enforcado, e a ex-namorada, Maria Luiza Lopes Watanabe, que estava presente no local, afirmou em depoimento ter tentado impedir o ato, sem sucesso. Segundo relatos dela à polícia, PC teria passado o dia sob efeito de álcool, medicamentos e outras substâncias, o que teria contribuído para o desfecho trágico.

O inquérito foi encerrado em outubro de 2025 pelo 11º Distrito Policial (Santo Amaro) mantendo a tese de suicídio. No entanto, advogados da família do influenciador, inconformados com supostas inconsistências em laudos periciais e contradições em depoimentos, recorreram ao MP, que também questionou a robustez da investigação original. A decisão judicial veio em janeiro de 2026, ordenando a reabertura do caso e a realização de novas diligências.

Uma das principais medidas foi a reconstituição dos fatos, realizada na terça-feira, 20 de janeiro, no próprio apartamento onde ocorreu a morte. Peritos da Polícia Técnico-Científica utilizaram um boneco com as mesmas medidas corporais de PC Siqueira para simular a cena. A ex-namorada, intimada a comparecer, não esteve presente, alegando motivos particulares – o que já havia ocorrido em uma tentativa anterior, em novembro de 2025. A ausência gerou ainda mais especulações e reforçou os questionamentos sobre seu papel no episódio.

A defesa da família, liderada pelo advogado Geraldo Bezerra da Silva Filho, sustenta abertamente a hipótese de homicídio. “Estamos trabalhando com a tese de homicídio, embora ainda não concluída. Para nós, parece mais estrangulamento – uma manobra típica de homicídio – do que enforcamento suicida”, declarou o advogado, citando pareceres de peritos particulares que contestam os laudos oficiais.

O Ministério Público, por sua vez, não se mostra convencido da versão de autoextermínio e solicitou a intimação de novas testemunhas, incluindo a ex-namorada, uma vizinha e o síndico do prédio. As investigações agora correm em segredo de Justiça, e a Polícia Civil tem prazo de 60 dias para avançar nas apurações, com foco em possíveis falhas da perícia inicial e no contexto das relações pessoais de PC Siqueira nas horas que antecederam a morte.

A reabertura do caso reacendeu debates nas redes sociais e na imprensa sobre a qualidade das investigações policiais em casos de alta visibilidade, além de trazer à tona questões sensíveis sobre saúde mental, uso de substâncias e dinâmicas de relacionamentos tóxicos. PC Siqueira, que ganhou fama nos anos 2000 com vídeos humorísticos e irreverentes no YouTube e na MTV, deixou um legado de milhões de fãs e uma morte que, até hoje, divide opiniões.

A Polícia Civil e o MP-SP não divulgaram detalhes adicionais sobre o andamento das diligências. A expectativa é que novas perícias complementares e depoimentos esclareçam as dúvidas remanescentes e definam o rumo definitivo do inquérito. Por enquanto, o que era dado como suicídio agora é tratado como um enigma a ser resolvido – e a ex-namorada, antes testemunha-chave, passa a figurar como figura central nos questionamentos.

 


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