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Caso Gustavo: vídeos do menino de 3 anos que teve a vida tirada pelo próprio pai causam revolta no Brasil inteiro; veja

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Caso Gustavo: vídeos do menino de 3 anos que teve a vida tirada pelo próprio pai causam revolta no Brasil inteiro; veja

Brasil – A morte de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, chocou o Brasil pela crueldade dos fatos e pelos desdobramentos da investigação. O menino morreu após sofrer uma sequência de agressões dentro da casa onde estava com o pai e a madrasta, em Palmas (TO). Os dois foram presos preventivamente e são investigados pela participação no crime.

O caso veio à tona no último fim de semana, quando Gustavo foi levado já sem vida para uma unidade de saúde. Na ocasião, o pai alegou que a criança havia se afogado na piscina da residência. A versão, no entanto, passou a ser contestada ainda no hospital, após médicos identificarem diversos ferimentos incompatíveis com um acidente doméstico.

A perícia do Instituto Médico Legal (IML) confirmou posteriormente que a causa da morte foi provocada por múltiplas agressões, com hemorragias interna e externa decorrentes dos graves traumas sofridos pela criança. O exame descartou completamente a hipótese de afogamento e revelou um cenário de extrema violência, com diversas lesões espalhadas pelo corpo.

Nos primeiros dias da investigação, a existência de ferimentos na região íntima levantou a suspeita de violência sexual. Entretanto, o delegado Eduardo Menezes, responsável pelo caso, afirmou que, até o momento, essa hipótese foi descartada. Segundo ele, as lesões encontradas no ânus e no intestino são compatíveis com o intenso espancamento e o contexto de tortura sofrido por Gustavo, não havendo, por ora, elementos que indiquem motivação sexual. A Polícia Civil informou que exames complementares ainda serão concluídos.

As investigações também revelaram que Gustavo vivia uma disputa judicial entre os pais. Mesmo após demonstrar resistência em visitar o pai a cada 15 dias, a criança era obrigada a cumprir o regime de convivência determinado pela Justiça. Um dos vídeos que passaram a circular nas redes sociais mostra o menino chorando e dizendo que não queria ir para a casa do pai, imagens que ganharam grande repercussão após sua morte.

A mãe da criança também relatou que vinha enfrentando uma batalha judicial pela guarda do filho e afirmou ter sofrido ameaças durante o período em que tentava restringir as visitas. Segundo familiares e pessoas próximas, ela demonstrava preocupação constante com a segurança de Gustavo e chegou a denunciar situações que, segundo ela, colocavam o menino em risco.

Com o avanço das investigações e a divulgação do laudo pericial, a Justiça decretou a prisão preventiva do pai e da madrasta. A Polícia Civil apura agora a participação de cada um nas agressões que culminaram na morte da criança e busca esclarecer toda a dinâmica dos fatos.

A morte de Gustavo provocou indignação em todo o país e reacendeu o debate sobre a proteção de crianças em situações de conflito familiar. O caso também levantou questionamentos sobre os mecanismos de fiscalização das visitas determinadas judicialmente quando há denúncias de violência ou risco à integridade dos menores.

Enquanto o inquérito é concluído, pai e madrasta permanecem presos preventivamente à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que novas perícias e depoimentos ainda serão incorporados à investigação antes da conclusão do caso.

Veja vídeos:


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