Assessor do deputado estadual Sinésio Campos é preso em flagrante após dirigir embriagado e bater em moto; veja vídeo

Manaus – Alexandre Borges, assessor do deputado estadual Sinésio Campos, foi preso em flagrante no dia 2 de junho de 2026 sob suspeita de conduzir veículo automotor com sinais de embriaguez e se envolver em acidente que atingiu uma motocicleta. A vítima foi identificada como Juliana de Fátima Souza.
O caso reacende a cobrança pública sobre a permanência de Alexandre Borges em cargo ligado ao gabinete do deputado estadual Sinésio Campos, apesar de relatos de reincidência em condutas semelhantes. Segundo as informações disponíveis, Borges foi preso em flagrante pelo crime previsto no artigo 306, § 1º, inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro, que trata da condução de veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão do consumo de álcool ou outra substância psicoativa.
A gravidade do episódio não se limita ao acidente registrado no dia 2 de junho. O fato de o investigado exercer função pública e ser remunerado com dinheiro público amplia a responsabilidade política e institucional do caso. A sociedade cobra explicações sobre a aparente inércia do deputado Sinésio Campos em manter em seu quadro um assessor apontado como reincidente em episódios envolvendo direção sob efeito de álcool.
De acordo com os relatos, Alexandre Borges já havia se envolvido em outro acidente de trânsito em 6 de abril de 2024, quando teria colidido na traseira de outro veículo também em estado de embriaguez. Na ocasião, além da suspeita de dirigir alcoolizado, ele teria protagonizado cenas de descontrole em via pública, incluindo exposição da genitália e o ato de urinar diante de pessoas presentes.
Ainda segundo testemunhas, Borges teria afirmado “que era do governo e que não adiantava fazer nada”, declaração que, se confirmada, revela tentativa de intimidação e uso indevido de suposta influência política para escapar das consequências legais.
O episódio mais recente, que teve como vítima Juliana de Fátima Souza, reforça o alerta sobre o risco imposto a pessoas inocentes por motoristas que insistem em dirigir embriagados. A reincidência atribuída ao assessor torna o caso ainda mais grave, pois demonstra, segundo os relatos, uma conduta contumaz e incompatível com a responsabilidade esperada de alguém vinculado ao serviço público.
Outro ponto que causa indignação é a informação de que Alexandre Borges teria sido liberado sem sequer pagar fiança. A decisão levanta questionamentos sobre a resposta do sistema de Justiça diante de casos de embriaguez ao volante, especialmente quando há histórico de comportamento reiterado e risco concreto à vida de terceiros.
Dirigir sob efeito de álcool não é um deslize administrativo nem um erro banal: é crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro. Quando esse tipo de conduta parte de alguém que ocupa função pública, a cobrança deve ser ainda maior, tanto sobre o investigado quanto sobre as autoridades responsáveis por sua nomeação, manutenção no cargo e responsabilização.
Até o momento, o deputado Sinésio Campos deve explicações à população sobre a permanência de Alexandre Borges em sua assessoria. Em casos como esse, o silêncio e a omissão também se tornam fatos políticos relevantes.
O caso segue sob cobrança pública por investigação rigorosa, responsabilização adequada e medidas concretas para impedir que a impunidade transforme a embriaguez ao volante em prática repetida e normalizada.
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