Brasília Amapá Roraima Pará |
Manaus
Web Stories STORIES
Brasília Amapá Roraima Pará

Arleane Marques deixa diretoria da Grande Família após caso de agressão envolvendo presidente da Escola de Samba; veja vídeo

Compartilhe
Arleane Marques deixa diretoria da Grande Família após caso de agressão envolvendo presidente da Escola de Samba; veja vídeo

Manaus – A escola de samba A Grande Família, uma das mais tradicionais do Carnaval de Manaus, enfrenta uma crise institucional profunda que culminou na saída de Arleane Marques de sua diretoria. Em comunicado oficial, Arleane informou que não faz mais parte da cúpula administrativa da agremiação, embora pretenda seguir honrando seu papel como Rainha de Bateria e mantendo seu vínculo como Sócia Ouro. O desligamento ocorre em um momento de extrema instabilidade, desencadeado por graves denúncias de violência doméstica contra mulher envolvendo o atual presidente da instituição, Cleido Barroso. O caso gerou uma onda de indignação que ultrapassou os muros da quadra no bairro São José e mobilizou os órgãos de fiscalização interna da escola.

Em resposta às denúncias amplamente divulgadas pela mídia amazonense, o Conselho Fiscal da agremiação emitiu uma nota de repúdio veemente contra o posicionamento do presidente. O conselho acusou Cleido Barroso de agir além de suas competências estatutárias e de utilizar medidas intimidatórias contra a vítima das agressões e contra os próprios membros que buscam transparência na gestão. Como medida de responsabilidade institucional e para preservar a imagem dos 40 anos de história da escola, os conselheiros solicitaram formalmente o afastamento temporário do presidente. O grupo de fiscalização argumenta que a defesa da dignidade e da honra da Grande Família deve estar acima de quaisquer interesses individuais ou cargos de direção.

No entanto, a tentativa de fiscalização foi recebida com retaliação imediata por parte da presidência. Através do Ato Administrativo número 01 de 2026, Cleido Barroso e a Diretoria Executiva determinaram a suspensão por trinta dias dos conselheiros fiscais João Andine, Alyson Souza e Jucacheide Cardoso. A justificativa para a punição foi o enquadramento dos membros do conselho em uma suposta insubordinação grave, sob a alegação de que o pedido de afastamento do presidente não possuía respaldo no Estatuto Social da escola. Além da suspensão unilateral, o presidente e o vice-presidente convocaram uma assembleia com o objetivo de substituir os membros afastados, movimento que aprofundou a instabilidade administrativa e foi interpretado como uma manobra autoritária.

O cenário de crise é agravado por relatos de um ambiente de medo e repressão dentro da comunidade carnavalesca. O Conselho Fiscal registrou, em documento oficial datado de 18 de janeiro de 2026, que fundadores, sócios e amantes da escola que apoiam o afastamento do presidente estão sendo impedidos de se manifestar publicamente devido a ameaças de morte proferidas por pessoas ligadas à gestão atual. Nas redes sociais, a postura de Cleido Barroso tem sido alvo de duras críticas e comparações a regimes ditatoriais, o que levou o dirigente a desativar os comentários em suas plataformas oficiais para conter o fluxo de questionamentos sobre suas decisões. Enquanto o Carnaval de 2026 se aproxima, a comunidade aguarda uma definição do Poder Judiciário sobre o mérito das acusações de agressão, enquanto os fundadores insistem que a manutenção do pedido de afastamento cautelar é a única via para proteger o patrimônio moral da agremiação


Siga-nos no Google News Portal CM7

Banner Rodrigo Colchões

Banner 1 - Portal CM7


Carregar mais