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Após ser alvo da PF, empresário Ivair Ferreira emite nota sobre busca e apreensão na Millennium Locadora; veja

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Após ser alvo da PF, empresário Ivair Ferreira emite nota sobre busca e apreensão na Millennium Locadora; veja

Manaus – O empresário Ivair Ferreira, diretor da Millennium Locadora e sócio do restaurante Barollo, se manifestou nesta quinta-feira (9) após a empresa ser alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MPRO). Em nota oficial, ele negou qualquer prisão de integrantes da empresa, afirmou que está colaborando com as autoridades e declarou confiar na comprovação da legalidade das atividades da companhia.

A operação investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato e associação criminosa envolvendo contratos públicos no estado de Rondônia. Em Manaus, dois mandados de busca foram cumpridos, incluindo a sede da Millennium Locadora, localizada no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul da capital.

Na manifestação, a empresa esclareceu que não houve qualquer medida de restrição de liberdade contra Ivair Ferreira ou membros da diretoria, rebatendo informações divulgadas após o início da operação.

Segundo a nota, desde o cumprimento das diligências, a Millennium adotou uma postura de cooperação com os investigadores, disponibilizando documentos e informações solicitadas pela Polícia Federal.

A empresa também ressaltou sua trajetória de mais de 35 anos de atuação, afirmando que construiu sua história com base na ética, na transparência e na integridade. A direção destacou ainda que nunca respondeu por episódios que colocassem em dúvida sua conduta e reafirmou o compromisso de combater qualquer prática ilícita ou irregular em contratos públicos.

“A empresa mantém absoluto respeito às instituições e está confiante de que a lisura de suas atividades será comprovada ao longo das investigações”, informou a nota.

Veja:

Operação Reduto

A Operação Reduto foi deflagrada para apurar suspeitas de fraude em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As investigações começaram em 2024, após Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo uma empresa sediada em Manaus com contratos públicos em Rondônia.

Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão — nove em Ariquemes (RO), oito em Porto Velho (RO) e dois em Manaus (AM) — além de dois mandados de prisão preventiva, ambos em Ariquemes.

A Justiça também determinou o afastamento de 11 servidores públicos e o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 9 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam a existência de um grupo que atuaria em duas frentes: uma voltada ao direcionamento de licitações e contratos públicos em Ariquemes e outra relacionada ao suposto desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia, prática conhecida como “rachadinha”.

Até o momento, as investigações seguem em andamento e não há decisão judicial definitiva sobre as acusações. A defesa da Millennium Locadora e de Ivair Ferreira afirma que continuará colaborando com as autoridades e espera que a apuração confirme a regularidade da atuação da empresa.


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