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Após habeas corpus, PF pede prisão preventiva de MC Ryan, Poze, dono da Choquei e outros alvos da Operação Narcofluxo

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Após habeas corpus, PF pede prisão preventiva de MC Ryan, Poze, dono da Choquei e outros alvos da Operação Narcofluxo

Brasil – A liberdade dos investigados na Operação Narcofluxo pode ter sido um fôlego curto em meio a uma tempestade jurídica. Pouco tempo após a Justiça conceder um habeas corpus que abriria as portas da cela para o grupo nesta quinta-feira (23), a Polícia Federal (PF) agiu rápido e protocolou um pedido de prisão preventiva contra os principais alvos da ação.

A medida atinge diretamente nomes de peso do entretenimento e das redes sociais, como os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa (proprietário da página Choquei) e outros influenciadores digitais. Todos são investigados por suposta participação em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

A Estratégia da Polícia Federal

A ofensiva da PF é uma resposta direta à decisão judicial que favorecia os suspeitos. Caso o novo pedido seja aceito pelo tribunal, o benefício do habeas corpus perde o efeito prático, e o grupo poderá permanecer detido por tempo indeterminado, garantindo a continuidade das investigações sem interferências externas.

Essa movimentação das autoridades não é por acaso. De acordo com fontes ligadas à corporação, o material apreendido desde o dia 15 de abril — data em que a megaoperação foi deflagrada — passou por um rigoroso “pente-fino”. A análise de dispositivos eletrônicos, documentos e itens de luxo revelou elementos que os investigadores consideram cruciais para endurecer o cerco.

“A análise inicial trouxe informações fundamentais. Há elementos suficientes para a conversão das prisões temporárias em preventivas diante do avanço das provas”, afirmou a corporação.

Risco à Ordem Pública

Para fundamentar a necessidade de manter os famosos atrás das grades, a Polícia Federal argumentou que a soltura dos envolvidos representa um risco real à ordem pública. O volume astronômico de recursos movimentados pelo esquema e a gravidade das infrações financeiras são os pilares que sustentam a tese dos investigadores de que a liberdade do grupo poderia comprometer a colheita de novas provas ou a recuperação de ativos.

Enquanto a defesa dos artistas e influenciadores comemorava a decisão anterior, a nova reviravolta coloca o caso em um cenário de incerteza jurídica, aguardando agora o próximo posicionamento do Judiciário.


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