Alvo da Polícia Federal, ex-sócio da Fictor, Luiz Rubini, integra o ‘Conselhão’ de Lula

Brasil – O ex-sócio do grupo Fictor, Luiz Rubini, foi alvo de busca e apreensão em uma operação da PF (Polícia Federal), na manhã desta quarta-feira (25), contra uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias. Segundo o DOU (Diário Oficial da União), Rubini é um dos membros que compõe o CDESS (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), o Conselhão.
Rubini foi designado ao Conselhão pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 1 de agosto de 2025, com mandato até 5 de março de 2027. Mais de cem nomes foram escolhidos para integrar o CDESS no mesmo período.
A defesa do empresário, em nota, informou que não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente.
O atual CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, também foi um dos alvos da operação deflagrada pela PF.
Em nota, a defesa do Grupo Fictor e de Rafael Góis informou que o mandado de busca e apreensão foi cumprido e o celular do executivo foi apreendido. “Foi realizada hoje diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido. Tão logo sua defesa tenha acesso ao conteúdo da investigação, serão prestados os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, com o objetivo de elucidar os fatos”.
A PF aponta que há indícios de que outras instituições financeiras foram alvos de fraudes bancárias além da Caixa Econômica Federal, como o Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra.
A PF abriu um inquérito para investigar o grupo Fictor em fevereiro deste ano, o grupo fez uma proposta para comprar o Banco Master no fim do ano passado.
O Conselhão surgiu em 2003 e é um órgão de assessoramento ao presidente da República, promovendo elaboração de estudos e recomendações sobre políticas públicas de diversos temas.
A escolha dos integrantes é feita pelo próprio presidente, que escolhe os nomes com base na trajetória pessoal e profissional de cada um, além da influência e da disposição de cada um para prestar contribuições relevantes à agenda de desenvolvimento do Brasil.
O Conselhão foi extinto em 2019, no começo da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2023, no início de seu terceiro mandato, Lula recriou a estrutura e adicionou o termo “Sustentável” ao seu nome, a fim de enfatizar o cenário de mudanças climáticas.
O grupo é formado por empresários, sindicalistas, representantes de movimentos sociais, do setor financeiro, do agronegócio, de fintechs, comunidades indígenas, entre outros.
Crise e Banco Master
A Fictor Holding Financeira entrou com um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo em fevereiro deste ano. A instituição havia tentado comprar o Banco Master em novembro de 2025, antes do Banco Central determinar a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro.
O valor dos compromissos totaliza, aproximadamente, R$ 4 bilhões, informou a empresa. Em nota, o grupo informou que pretende realizar a quitação sem nenhum deságio.
No pedido de recuperação judicial, a Fictor cita a repercussão midiática negativa envolvendo o nome do grupo após a tentativa de aquisição do Banco Master como a origem da crise que provocou um descompasso temporário nos seus fluxos operacionais e a rescisão contratual de fornecedores de serviços.








