Brasília Amapá Roraima Pará |
Manaus
Web Stories STORIES CM7 Shorts
Brasília Amapá Roraima Pará

Advogado é acusado de invadir residência e espancar casal lésbico em Manaus; veja vídeo

Compartilhe
Advogado é acusado de invadir residência e espancar casal lésbico em Manaus; veja vídeo

Manaus – Uma família do bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul de Manaus, vive dias de terror após ser alvo de uma brutal agressão supostamente cometida pelo próprio advogado. Chaygon Jonatha Caetano da Silva, profissional inscrito na OAB-AM (16587/AM), é acusado de premeditar e executar uma invasão de domicílio, seguida de um espancamento contra duas de suas clientes e familiares. O caso, registrado como lesão corporal dolosa, injúria, dano e ameaça, choca pela violência e pela suposta tentativa do agressor de usar sua prerrogativa profissional para intimidar as vítimas.

O crime ocorreu na tarde do dia 22 de fevereiro de 2026. Segundo consta no Boletim de Ocorrência nº00055208/2026-A02, registrado no 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Chaygon Jonatha, acompanhado de seu parceiro amoroso, Jean Carlos Pimenta da Silva, invadiu a residência pulando o muro e passou a agredir as vítimas, Aguila Vitoria Correa Cunha (21) e a estudante Isabelly Vitoria Maia de Moraes (22).

Início do conflito

A relação entre agressor e vítimas começou em junho de 2025, quando a família contratou os serviços de Chaygon Jonatha para conduzir um processo de inventário após o falecimento do pai de uma das vítimas. Relatos de uma das vítimas, obtidos com exclusividade, dão conta de que o processo se estendeu por meses sem nenhuma movimentação efetiva, gerando frustração e cobras de respostas.

“Nós queríamos fazer de uma forma não litigiosa, mas em razão da morosidade que ele trabalha, da incompetência e da ineficiência, se passaram quatro meses sem que fosse dada entrada na ação”, relata uma das vítimas. Após questionamentos via mensagem, Chaygon teria abandonado a causa de forma antiética. A relação já estremecida piorou quando tentativas recentes de contato para obter atualizações sobre questões extrajudiciais pendentes foram ignoradas.

Uma discussão familiar paralela teria exacerbado os ânimos, culminando na violenta retaliação na tarde do crime.

Premeditação e Invasão

Câmeras de segurança da residência, instaladas recentemente sem o conhecimento do advogado — que frequentava a casa há anos e conhecia a rotina —, teriam registrado a ação. Segundo o relato, Chaygon saiu de casa, buscou Jean Carlos e dirigiu-se ao local para agredir as vítimas.

“Ele sabia que se pulasse o muro não seria ouvido e, que, ao entrar, se depararia com a porta da cozinha aberta. Ele só não sabia que câmeras haviam sido instaladas”, diz a vítima.

A agressão foi descrita como “espancamento”. O relato detalha chutes, murros, tapas e puxões de cabelo deferidos por Chaygon contra Vitória. Jean Carlos é acusado de segurar as outras pessoas para que Chaygon continuasse as agressões e de quebrar o celular de Isabelly quando ela tentou filmar a ação. O iPhone 12 Pro Azul foi destruído, supostamente para ocultar provas do crime.

Além da agressão física, as vítimas alegam terem sido injuriadas com termos pejorativos como “PUTA” e “VAGABUNDA”.

Intimidação e Ameaças de Morte

Antes de deixarem a residência, após a chegada de familiares para apartar a briga, os dois agressores teriam ameaçado as vítimas de morte. O terror continuou após a fuga.

O advogado teria ligado para a irmã de uma das vítimas dizendo: “vai lá na tua mãe ver como eu deixei tua irmã”. A um irmão, Chaygon teria se gabado: “vai lá ver a vitória que eu meti a porrada nessa machuda”.

Em uma demonstração de escárnio, Chaygon teria ainda afirmado que “nada iria lhe acontecer legalmente por ele ser advogado”.

Próximos Passos e a Busca por Justiça

O 16º DIP expediu requisições para exames periciais (Corpo de Delito e Danos Materiais) para as vítimas e para o aparelho celular destruído. A família agora vive sob o medo das ameaças e clama por justiça.

Além das esferas criminal e cível (pelos danos materiais e morais), o caso deve ser levado ao Tribunal de Ética da OAB Amazonas. O Código de Ética e Disciplina da OAB prevê sanções graves, incluindo a exclusão dos quadros da Ordem, para advogados que incorram em condutas incompatíveis com a advocacia, como agressões físicas e uso da profissão para intimidação.

A reportagem do CM7 tentou entrar em contato com o advogado Chaygon Jonatha para obter sua versão dos fatos, mas até o fechamento desta edição, não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação da defesa dos acusados.


Siga-nos no Google News Portal CM7

Banner Rodrigo Colchões

Banner 1 - Portal CM7


Carregar mais