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Acusado de m4tar namorada grávida por não querer filho negro é condenado a 26 anos no Amazonas

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Acusado de m4tar namorada grávida por não querer filho negro é condenado a 26 anos no Amazonas

Amazonas – O Tribunal do Júri de Manaus condenou Victor de Souza Rocha a 26 anos e seis meses de prisão pela morte de Kariny Sevalho Lima, de 19 anos, que estava grávida de aproximadamente três meses.

O julgamento terminou na madrugada desta sexta-feira (18), no Fórum Ministro Henoch Reis.

O crime aconteceu em maio de 2022, no bairro Lago Azul, na Zona Norte de Manaus. Segundo a acusação apresentada durante o processo, Kariny foi até a casa do namorado para conversar sobre a gravidez. A jovem havia decidido manter a gestação, enquanto o réu, conforme a acusação, era contrário à decisão.

Depois que Kariny chegou ao imóvel, o telefone dela foi desligado. Familiares foram até o endereço à procura da jovem e receberam a informação de que ela teria deixado o local.

Testemunhas relataram que Kariny teria seguido para uma área de mata próxima acompanhada de Victor. Ainda conforme os elementos apresentados no processo, ele teria retornado sozinho. O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte por equipes da polícia.

Kariny apresentava diversas lesões pelo corpo. A investigação apontou que ela foi vítima de uma morte violenta, e o caso chegou ao Tribunal do Júri para julgamento.

Condenação

Durante o julgamento, a defesa de Victor pediu a absolvição e sustentou a negativa de autoria. Após analisar as provas apresentadas no processo, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação.

Os jurados reconheceram qualificadoras como motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Victor também foi condenado pelos crimes de aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.

Uma acusação relacionada a injúria racial também foi discutida durante o julgamento, mas não foi acolhida pelos jurados.

Victor estava preso preventivamente desde 2023. Com a sentença, a prisão foi mantida e ele deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

O caso terminou com a condenação do réu mais de quatro anos depois da morte de Kariny, que tinha 19 anos e estava grávida quando foi assassinada.


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