Tufão provoca mortes, tornados e inundações na China; mais de 800 cobras escapam de fazenda alagada

Mundo – A passagem do tufão Maysak pelo sul da China desencadeou uma série de eventos climáticos extremos que já provocaram mortes, centenas de feridos e milhares de pessoas afetadas. Além das fortes chuvas, o fenômeno provocou inundações, tempestades severas e tornados, ampliando os danos em diferentes províncias do país.
As primeiras ocorrências foram registradas na vila de Renhe, na província de Guangxi, onde uma chuva intensa teve início no último domingo e rapidamente causou alagamentos de grandes proporções. No leste da província de Hubei, temporais acompanhados de ventos fortes e descargas elétricas deixaram oito mortos nas primeiras horas da tempestade.
O distrito de Huangzhou, na cidade de Huanggang, foi um dos mais atingidos. De acordo com as autoridades locais, 275 pessoas ficaram feridas e outras 408 precisaram ser retiradas de suas casas por equipes de resgate, que seguem mobilizadas nas áreas afetadas.
Classificado como o décimo tufão da temporada e o primeiro a atingir o território chinês neste ano, o Maysak agravou a situação em Guangxi, onde pelo menos duas pessoas morreram e cerca de 55 mil moradores foram diretamente impactados pelas enchentes.
Além dos prejuízos causados pelas chuvas, um episódio inusitado chamou a atenção das autoridades. Em uma aldeia de Hengzhou, mais de 800 cobras escaparam após a inundação de uma fazenda especializada na criação dos animais, aumentando os riscos para a população local.
Ao longo de sua trajetória, o tufão rompeu reservatórios, provocou transbordamentos de rios, alagamentos em áreas urbanas, interrupções no fornecimento de energia elétrica e levou à suspensão de voos, serviços ferroviários e travessias de ferry na província insular de Hainan. Em Guangdong, as autoridades também reforçaram as operações de emergência marítima.
As chuvas inundaram a cidade de Nanning e comunidades vizinhas, enquanto tornados registrados na província de Hubei ampliaram o rastro de destruição. O balanço mais recente aponta pelo menos 17 mortos, centenas de feridos e dezenas de milhares de pessoas retiradas de áreas de risco.
Em Hubei, a força de um dos tornados impressionou moradores ao arrancar um homem de dentro de seu apartamento, localizado no 12º andar de um edifício. Já em Nanning, autoridades alertaram para a possibilidade de novas chuvas intensas, que podem dificultar os trabalhos de busca, resgate e assistência às vítimas.
Diante da gravidade da situação, o presidente chinês, Xi Jinping, determinou a intensificação das operações de socorro em larga escala, mobilizando equipes para atender as regiões mais afetadas e minimizar os impactos do desastre natural.
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