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Trump assina decreto para proteger lucros retidos do petróleo da Venezuela

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Trump assina decreto para proteger lucros retidos do petróleo da Venezuela

Mundo – Neste sábado (10/1), o presidente Donald Trump assinou um decreto executivo que coloca uma espécie de “escudo jurídico” sobre os ativos venezuelanos depositados em solo americano — com destaque para as receitas provenientes da venda de petróleo.

A medida, formalizada na última sexta-feira, tem como objetivo declarado “avançar os interesses da política externa dos Estados Unidos”. Na prática, ela impede que esses recursos possam ser confiscados ou bloqueados por ações judiciais ou sanções, criando um ambiente de maior segurança jurídica para quem quiser negociar ou investir no setor petrolífero venezuelano a partir dos EUA.

Na véspera da assinatura, Trump recebeu em reunião na Casa Branca os principais nomes do petróleo global: ExxonMobil, ConocoPhillips, Chevron, Shell, Halliburton, Valero, Marathon, além de gigantes internacionais como Eni (Itália), Repsol (Espanha) e a trading suíça-singapurense Trafigura.Durante o encontro, o tom foi direto. Trump deixou claro que espera aportes bilionários — na casa dos US$ 100 bilhões — para turbinar a produção venezuelana. E foi além: disse que as negociações seriam conduzidas diretamente com Washington, e não com o governo de Caracas.

O recado para as empresas que ainda hesitam foi quase uma provocação:

“Se você não quiser entrar, é só falar. Tenho outras 25 empresas na fila querendo o seu lugar.”

O maior obstáculo, segundo os executivos presentes, continua sendo o histórico de expropriações. Darren Woods, CEO da ExxonMobil — que já teve seus ativos tomados duas vezes no país —, afirmou que qualquer retorno exigiria “reformas profundas e muito significativas” para ser considerado viável.

A Chevron, única grande americana ainda operando na Venezuela, parece mais disposta a ampliar seus investimentos, conforme indicou seu vice-presidente.O Instituto Americano do Petróleo (API), principal lobby do setor, classificou o diálogo como “construtivo”, mas não deixou de mencionar os dois lados da moeda: o imenso potencial energético da Venezuela e os enormes riscos políticos, de segurança e de governança que ainda pairam sobre o país.

Com o decreto recém-assinado, Trump tenta remover pelo menos uma das barreiras — a da incerteza sobre o dinheiro que entra nos cofres americanos. Resta saber se isso será suficiente para convencer as grandes petrolíferas a apostar pesado novamente na Venezuela — ou se o receio de uma terceira expropriação continuará falando mais alto.


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