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Tragédia no Nepal e Tibibete já deixa mais de 270 sem vida e cerca de 800 desaparecidos

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Tragédia no Nepal e Tibibete já deixa mais de 270 sem vida e cerca de 800 desaparecidos

Mundo – Cerca de 24 horas após uma enxurrada de grandes proporções e um deslizamento de terra atingirem áreas do Nepal e do Tibete, equipes de resgate seguem trabalhando nesta quinta-feira (27) em busca de sobreviventes. O balanço mais recente aponta mais de 270 mortos e cerca de 800 desaparecidos.

A tragédia ocorreu na quarta-feira (26), na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete, controlado pela China. A maioria das mortes foi registrada no território nepalês. Entre os desaparecidos estão moradores, turistas, integrantes das forças de segurança e trabalhadores que atuavam na região.

Mais de 529 turistas estariam entre os desaparecidos. Há pessoas de pelo menos 28 nacionalidades, incluindo mais de 280 cidadãos da Índia, 54 dos Estados Unidos, 33 do Reino Unido e 53 da Ucrânia. Até o momento, o Itamaraty informou não haver registro de brasileiros entre as vítimas.

A dimensão da destruição é considerada excepcional. Estradas, pontes, redes de comunicação e estruturas de geração de energia foram danificadas, dificultando o acesso das equipes de emergência às áreas mais isoladas. O desastre já é apontado como o mais grave enfrentado pelo Nepal desde o terremoto de 2015.

No lado tibetano, a imprensa estatal chinesa também registra mortos e centenas de desaparecidos. O presidente da China, Xi Jinping, determinou mobilização máxima das equipes de busca e reforço nos sistemas de monitoramento e alerta para evitar novas tragédias.

A principal hipótese analisada por especialistas é de que uma avalanche de gelo e rochas tenha provocado uma sequência de eventos, elevando rapidamente o nível dos rios e desencadeando a inundação. Uma possibilidade é que o material tenha formado uma barreira temporária e, após seu rompimento, liberado um grande volume de água e sedimentos. A causa definitiva, porém, ainda não foi confirmada.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos também analisou registros sísmicos da região e concluiu que um evento inicialmente interpretado como terremoto de magnitude 4,4 teria sido, na realidade, a energia produzida por um deslizamento de terra.

A operação de resgate mobiliza milhares de militares e agentes de segurança. Somente o Exército do Nepal emprega 1.697 militares, com outros 656 de prontidão. Estados Unidos, China, Índia e União Europeia já anunciaram ou prometeram assistência humanitária às regiões atingidas.

Imagens verificadas mostram pontes sendo arrancadas pela força da correnteza e prédios desabando em questão de segundos. Equipes trabalham contra o tempo, e o número de vítimas ainda pode aumentar conforme novas áreas forem alcançadas pelas operações de busca.

 


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