Supertufão Bavi ameaça Guam e Ilhas Marianas com ventos de até 315 km/h
Por Netto em 5 de julho de 2026 às 17:01

Mundo – Os habitantes de Guam e das Ilhas Marianas do Norte, dois territórios americanos no Pacífico, se preparam neste domingo (5) para a passagem de um supertufão “muito perigoso”, segundo os serviços meteorológicos. Com ventos de 260 km/h, equivalentes aos de um furacão de categoria 5, e rajadas que podem atingir 315 km/h, o supertufão Bavi deve chegar à região nas primeiras horas de segunda-feira (6).
O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS, na sigla em inglês) classificou o fenômeno como “muito perigoso” e prevê, para este domingo, ventos intensos e possíveis danos “catastróficos”. “São esperadas inundações significativas provocadas por chuvas torrenciais e inundações costeiras”, alertou o órgão.
As ondas podem chegar a 10,7 metros, criando condições “extremamente perigosas” no mar, acrescentou o serviço meteorológico. Cerca de 40 mil pessoas vivem no arquipélago das Ilhas Marianas do Norte, enquanto aproximadamente 170 mil residem na ilha vizinha de Guam. Esses territórios foram atingidos, em abril, pelo supertufão Sinlaku, que deixou dezenas de milhares de pessoas sem energia elétrica, derrubou árvores e arrancou telhados de edifícios.
“Vou para um hotel. Tenho uma casa de concreto, mas, com o barulho e o vento, é assustador”, declarou à AFP o motorista de ônibus Derma Soaladaob, de 51 anos.
Equipes da Agência Federal de Gestão de Emergências dos Estados Unidos (Fema) trabalham nos preparativos de proteção em Guam. O centro de distribuição da agência conta com 1,1 milhão de litros de água, 1,2 milhão de refeições, 6.700 camas e 90 geradores.
Cinco abrigos foram abertos em escolas, com capacidade para receber 1.900 pessoas, principalmente aquelas que vivem em moradias precárias. Desde sábado, formaram-se filas de veículos em frente aos postos de combustíveis em Saipan, nas Ilhas Marianas do Norte, onde moradores também procuram lojas de materiais de construção em busca de chapas de compensado para proteger suas casas, além de supermercados para comprar alimentos e água mineral.
Na sexta-feira (3), a Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou que o fenômeno climático El Niño, que normalmente ocorre a cada dois a sete anos e dura entre nove e doze meses, já começou a se desenvolver no Pacífico tropical. O fenômeno provoca o aquecimento das águas no centro e no leste do Pacífico Equatorial, alterando os padrões de ventos e chuvas em escala global.


