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Shein é investigada por “design viciante” e produtos ilegais

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Shein é investigada por “design viciante” e produtos ilegais

Mundo – A União Europeia abriu nesta terça-feira (17/2) uma investigação formal contra a Shein por suspeita de venda de produtos ilegais e pelo uso de recursos digitais considerados potencialmente viciantes. A medida amplia a pressão do bloco sobre a gigante do comércio eletrônico, que já enfrenta críticas por concorrência desleal e outras polêmicas no continente.

Segundo as autoridades europeias, a apuração vai verificar se a plataforma comercializa itens que não cumprem as normas de segurança e proteção ao consumidor vigentes no mercado europeu. Também serão analisadas estratégias digitais que poderiam “pressionar” o usuário a concluir compras.

Entre as práticas sob investigação estão contadores regressivos, alertas de “últimas unidades”, notificações frequentes e sistemas de recompensa semelhantes a jogos, recursos apontados como capazes de estimular compras impulsivas. A ação se baseia nas novas regras digitais do bloco, como a Lei de Serviços Digitais, criada para ampliar a responsabilidade de grandes plataformas online.

Pressão crescente na França

O movimento ocorre em meio a um ambiente político cada vez mais hostil à atuação da Shein na Europa. Em junho de 2025, o Senado da França aprovou um projeto de lei que cria distinção entre o fast fashion tradicional e o chamado “ultra fast fashion”, categoria na qual a varejista chinesa é enquadrada ao lado de outras plataformas asiáticas.

Se implementada, a proposta pode restringir a publicidade dessas empresas no território francês. Em fevereiro, o ministro francês das Pequenas e Médias Empresas, Serge Papin, afirmou que 2026 será marcado por medidas de resistência a plataformas internacionais de moda de baixo custo, classificando a atuação dessas companhias como concorrência desleal em relação ao comércio local.

Papin argumenta que lojas físicas são diretamente responsáveis pelos produtos que vendem, enquanto marketplaces internacionais não assumiriam o mesmo nível de responsabilidade sobre itens ofertados por terceiros, o que, segundo ele, expõe consumidores a riscos.

Acusações graves

Em novembro de 2025, o escritório antifraude da França acusou a Shein de vender bonecas sexuais com aparência infantil. O caso ganhou repercussão após autoridades apontarem que a descrição e a categorização dos produtos no site não deixariam dúvidas sobre a natureza ilegal do conteúdo.

Na ocasião, o então ministro das Finanças francês, Roland Lescure, declarou que, caso as vendas continuassem, a França poderia proibir o acesso à plataforma no país. Ele classificou os itens como “horríveis e ilegais”.

Com a nova investigação formal aberta pela União Europeia, a varejista chinesa passa a enfrentar um dos momentos mais delicados de sua atuação no mercado europeu. Caso sejam confirmadas irregularidades, o bloco poderá impor multas elevadas e exigir mudanças estruturais no funcionamento da plataforma.


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