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OMS: Europa pode enfrentar semanas mais mortais com calor intenso

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OMS: Europa pode enfrentar semanas mais mortais com calor intenso

Mundo – A Europa está se preparando para enfrentar mais uma onda de calor intensa, conforme alertado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As temperaturas devem atingir até 43 graus Celsius em países como Portugal e no sul da Espanha nos próximos dias. O cenário não é apenas preocupante, mas indica que as próximas semanas podem ser fatalmente impactantes para a saúde pública na região.

Recentemente, uma onda de calor que ocorreu entre 20 e 28 de junho foi considerada a mais severa já registrada na Europa. Durante esse período, milhares de vidas foram perdidas, com a Espanha reportando mais de mil mortes atribuídas ao calor excessivo. As temperaturas extremas não apenas afetam a saúde da população, mas também sobrecarregam sistemas de saúde e causam danos à infraestrutura. Assim, os países que não estão preparados para lidar com tais condições estão em uma situação crítica.

O diretor regional da OMS para a Europa,, destacou a importância de ter planos de ação de saúde para enfrentamento de ondas de calor. Em teleconferência de emergência, ele discutiu quais lições podem ser aprendidas com os eventos recentes e como os países podem se preparar para o que está por vir. A evidência sugere que aqueles que implementaram tais planos conseguiram responder mais rapidamente às crises, protegendo melhor suas populações durante as altas temperaturas em junho.

Infelizmente, menos da metade dos Estados-membros da OMS na Europa possui um plano de saúde efetivo para enfrentar essas condições climáticas extremas. Há uma necessidade urgentíssima de intervenções, especialmente voltadas para grupos vulneráveis como moradores de lares de idosos, pessoas em situação de rua e idosos socialmente isolados, que ainda não estão recebendo a assistência necessária em toda a região. Isso gera um grande desafio para as autoridades de saúde que buscam mitigar os impactos do calor.

A rápida deterioração das condições de saúde durante uma onda de calor pode ser atribuída em grande parte às mudanças climáticas. Cientistas concordam que a frequência e intensidade das ondas de calor estão aumentando, exigindo adaptações rápidas e eficazes por parte dos governos. Os serviços de saúde precisam ser aprimorados para responder eficientemente a situações de emergência relacionadas ao calor, incluindo a distribuição de recursos e a formação de pessoal capacitado.

O trabalho deve ser feito em duas frentes: corrigir as falhas observadas nas últimas semanas e construir um sistema de saúde resiliente que possa não apenas responder a emergências, mas também se preparar para elas. Somente desta forma será possível reduzir o número de fatalidades durante essas crises climáticas que, como observado, são cada vez mais frequentes e severas.

À medida que a Europa se prepara para uma nova onda de calor, fica evidente que são necessárias ações concretas e planejamento adequado para proteger a saúde pública. A OMS continua a trabalhar em parceria com governos e organizações para desenvolver estratégias que possam minimizar os impactos desses fenômenos climáticos, que afetam especialmente os mais vulneráveis da sociedade.

Com um olhar atento ao que está por vir, cabe agora a cada país europeu avaliar suas capacidades e implementar soluções eficazes para resguardar a vida de seus cidadãos diante do futuro incerto que as mudanças climáticas apresentam.


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