Militar americano é resgatado em operação de risco no Irã; veja vídeos

Mundo – O segundo tripulante do F-15E Strike Eagle abatido em 3 de abril foi resgatado com vida após uma operação de altíssimo risco conduzida pelas forças armadas dos Estados Unidos em território iraniano. A missão, realizada durante a noite e concluída nas primeiras horas de 5 de abril, envolveu uma complexa coordenação de inteligência, apoio aéreo e forças especiais, sendo considerada uma das mais ousadas operações de busca e salvamento em combate das últimas décadas.
O militar, oficial de sistemas de armas (WSO), sobreviveu por quase dois dias em uma região montanhosa e hostil, evitando a captura enquanto forças iranianas intensificavam as buscas. Com treinamento em sobrevivência, evasão e resistência, ele se deslocou por áreas de difícil acesso, enquanto sua posição era monitorada continuamente por ativos de inteligência dos EUA.
U.S. Air Force HC-130J Combat King II search and rescue plane overflying an Iranian countryside at ultra-low altitude during the ongoing operation to evacuate two American crew-member of the downed F-15E Strike Eagle fighter jet. pic.twitter.com/CWc5SzokRT
— Status-6 (War & Military News) (@Archer83Able) April 3, 2026
Drones MQ-9 Reaper desempenharam papel decisivo, fornecendo vigilância persistente e ataques de precisão contra ameaças imediatas, impedindo que forças hostis se aproximassem do local onde o aviador estava escondido.
A operação mobilizou dezenas de aeronaves, incluindo caças para cobertura aérea, aviões-tanque e plataformas especializadas como MC-130J Commando II e HC-130J Combat King II. Duas dessas aeronaves ficaram imobilizadas na areia de uma pista improvisada dentro do território iraniano. Para evitar que equipamentos sensíveis caíssem em mãos inimigas, o planejamento americano enviou três novas aeronaves para evacuar o efetivo e ordenou a destruição das que ficaram presas. Imagens divulgadas mostram as aeronaves ainda no solo e, posteriormente, uma coluna de fumaça após a destruição dos C-130.
Em um momento crítico, forças americanas estabeleceram uma zona improvisada de extração dentro do Irã para retirar o militar, que sofreu ferimentos leves, mas não corre risco de morte. O presidente Donald Trump confirmou a operação em rede social, destacando que a missão envolveu dezenas de meios aéreos, integração entre diferentes domínios operacionais e que nenhum integrante das forças americanas foi perdido.
“Conseguimos resgatar nosso oficial são e salvo! JAMAIS ABANDONAREMOS UM COMBATENTE AMERICANO!”, afirmou Trump, reforçando a eficácia e o profissionalismo das forças armadas dos EUA.
Footage shows an USAF HH-60G operating over Iran as part of an ongoing search and rescue mission, coming under small arms fire. pic.twitter.com/hEJ4mPY51t
— GMI (@Global_Mil_Info) April 3, 2026
O resgate completou a recuperação dos três tripulantes das aeronaves americanas abatidas naquele dia. O piloto do F-15E já havia sido retirado horas após o incidente, durante uma ação que também enfrentou forte resistência, incluindo danos a um A-10 Thunderbolt II e a um helicóptero de resgate, ambos conseguindo deixar o espaço aéreo iraniano.
Antes da execução da missão final, uma operação de desinformação coordenada pela CIA confundiu as forças iranianas, criando uma janela crítica para a extração. Relatos indicam que civis locais chegaram a participar das buscas e que autoridades de Teerã ofereceram recompensa pelo militar, o que evidenciou o risco e o potencial ganho propagandístico para o governo iraniano caso a captura fosse bem-sucedida.
O episódio evidencia a complexidade das operações modernas de combate, a importância de tecnologia avançada, integração de inteligência e a capacidade de ação rápida em ambientes de altíssimo risco, demonstrando o poder de projeção e resiliência das forças armadas dos Estados Unidos.








