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Jornal diz que Delcy Rodríguez, que seria sucessora da ditadura de Maduro, não está na Venezuela, mas em Moscou

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Jornal diz que Delcy Rodríguez, que seria sucessora da ditadura de Maduro, não está na Venezuela, mas em Moscou

Mundo – Em meio ao caos gerado pela operação militar estadounidense que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, uma informação bombástica circula nos bastidores do chavismo: a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez, constitucionalmente designada como sucessora imediata de Maduro, não estaria na Venezuela neste momento crítico, mas em Moscou, capital da Rússia.

De acordo com o portal espanhol The Objective, Rodríguez teria viajado à Rússia em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos. A notícia ganha relevância especial porque, pela Constituição venezuelana, em caso de ausência absoluta do presidente – como a captura anunciada pelo presidente Donald Trump –, o poder executivo passa temporariamente para a vice-presidente até a convocação de novas eleições.

No entanto, fontes oficiais do governo chavista indicam que Delcy Rodríguez se pronunciou nesta manhã por meio de áudio transmitido pela televisão estatal, exigindo “provas de vida imediatas” de Maduro e afirmando desconhecer o paradeiro do líder e de sua esposa. Isso sugere que ela mantém contato com Caracas, possivelmente de forma remota, o que reforça as especulações sobre sua localização no exterior.

A aliança estratégica entre Venezuela e Rússia é histórica e foi intensificada nos últimos anos, com acordos em áreas como energia, defesa e finanças. Rodríguez tem sido uma das principais articuladoras dessa aproximação, participando de reuniões de alto nível com autoridades russas. Sua possível presença em Moscou neste momento levanta questionamentos sobre uma busca por apoio diplomático e militar do Kremlin diante da intervenção estadounidense.

Analistas apontam que a ausência física de Rodríguez na Venezuela poderia complicar a sucessão imediata, abrindo espaço para disputas internas no chavismo. Figuras como o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que decretou estado de emergência e mobilizou as forças armadas, ou Diosdado Cabello, um dos pilares do regime, poderiam emergir como alternativas de poder. O irmão de Delcy, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, também é mencionado como possível articulador de uma transição interna.

Enquanto o mundo acompanha os desdobramentos da operação estadounidense – descrita por Trump como um “ataque em grande escala” com participação de forças especiais –, a Venezuela vive horas de incerteza. Explosões foram reportadas em Caracas, e o governo chavista chama a população à “resistência”. A comunidade internacional reage com divisões: aliados como Rússia e Irã condenam a ação, enquanto países como Argentina celebram o fim do regime madurista.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o paradeiro exato de Delcy Rodríguez, mas a informação de sua presença em Moscou alimenta teorias de que o alto escalão do chavismo busca proteção e respaldo internacional para enfrentar o vácuo de poder deixado pela captura de Maduro. Os próximos dias serão decisivos para o futuro da Venezuela.



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