Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz a concessões dos Estados Unidos
Mundo – O governo do Irã voltou a afirmar nesta segunda-feira (10) que não pretende reabrir o Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos não atenderem às exigências apresentadas por Teerã. A passagem marítima permanece no centro das tensões no Oriente Médio e tem impacto direto sobre o mercado global de energia.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, Washington precisa rever medidas adotadas contra o país antes que haja qualquer avanço sobre a normalização do tráfego pelo estreito.
Entre as exigências apresentadas pelo Irã estão o fim do bloqueio americano a portos iranianos, a retirada de sanções econômicas, a liberação de ativos congelados no exterior e o pagamento de indenizações relacionadas aos danos acumulados durante o conflito.
Estreito é estratégico para o petróleo mundial
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do planeta. Pela região passa, em condições normais, cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente, o que transforma qualquer interrupção no tráfego em um fator de pressão sobre preços, abastecimento e mercados internacionais.

O fechamento da passagem tornou-se uma das consequências mais duradouras do conflito no Oriente Médio, que já se estende por mais de cinco meses.
Com a manutenção do bloqueio, os preços de energia seguem como tema central também na política dos Estados Unidos, especialmente em um momento de aproximação das eleições legislativas de novembro.
Irã conversa com Omã sobre corredor temporário
Apesar da posição rígida em relação aos Estados Unidos, o governo iraniano mantém conversas paralelas com Omã sobre alternativas para permitir algum nível de circulação marítima.
Entre as possibilidades discutidas está a criação de um corredor temporário de navegação pelo estreito. A proposta, no entanto, não significaria uma reabertura completa da rota.
Teerã sustenta que qualquer normalização efetiva do tráfego depende diretamente de negociações com Washington.
Impasse mantém tensão internacional
A continuidade do bloqueio amplia a preocupação de países dependentes das rotas energéticas da região e mantém o Estreito de Ormuz como um dos pontos mais sensíveis da atual crise no Oriente Médio.
Até agora, não há indicação de acordo entre Irã e Estados Unidos sobre as condições apresentadas.


