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Irã ameaça mergulhar Oriente Médio em “escuridão total” se EUA atacarem usinas de energia

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Irã ameaça mergulhar Oriente Médio em “escuridão total” se EUA atacarem usinas de energia

Mundo – Uma escalada nas tensões entre o Irã e os Estados Unidos elevou o alerta no Oriente Médio nesta terça-feira (7), após uma autoridade iraniana afirmar que um eventual ataque americano às usinas de energia do país poderia provocar um colapso generalizado na região.

Segundo a agência Reuters, o representante de Teerã, que não teve a identidade revelada, declarou que, caso Washington avance contra a infraestrutura energética iraniana, “toda a região e a Arábia Saudita mergulharão na escuridão total” devido à retaliação prometida pelo país.

A mensagem teria sido transmitida aos Estados Unidos e a nações do Oriente Médio por meio do Catar, que atua como intermediário nas comunicações indiretas entre os dois lados. O alerta reforça o temor de um conflito de grandes proporções envolvendo aliados regionais.

Além disso, a autoridade iraniana advertiu que, caso a situação saia do controle, forças alinhadas ao Irã poderão bloquear o Estreito de Bab el-Mandeb, uma rota marítima estratégica para o comércio global.

A crise se intensificou após o presidente dos EUA, Donald Trump, estabelecer um prazo final para que o Irã aceite um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz, considerado um dos principais corredores energéticos do mundo.

O ultimato termina na noite desta terça-feira (7), e Trump já declarou que possui um plano para destruir completamente a infraestrutura energética iraniana, incluindo pontes, usinas e outras instalações essenciais.

As declarações aumentaram a preocupação internacional, especialmente entre países do Golfo, que temem ser alvos de ataques retaliatórios em caso de ofensiva americana.

Risco de crime de guerra

Especialistas em direito internacional alertam que ataques deliberados contra infraestrutura civil podem violar as Convenções de Genebra, que proíbem ações contra instalações indispensáveis à sobrevivência da população.

A ex-advogada militar Margaret Donovan afirmou que a retórica recente de Trump representa uma ameaça direta com potencial catastrófico para civis, o que poderia caracterizar crime de guerra dependendo das circunstâncias.

Apesar das críticas, o governo americano sustenta que seguirá o direito internacional e defende que impedir o avanço nuclear iraniano é prioridade.

Negociações travadas

Enquanto a tensão cresce, as negociações indiretas entre Irã e Estados Unidos seguem instáveis. Países como Paquistão, Egito e Turquia tentam mediar o diálogo, mas os avanços são limitados.

Uma proposta recente de cessar-fogo de 45 dias foi rejeitada por ambos os lados. Washington considerou o plano insuficiente, enquanto Teerã afirmou que uma trégua temporária apenas daria vantagem estratégica aos adversários.

O impasse mantém a região sob risco iminente de um conflito mais amplo, com possíveis impactos globais, especialmente no fornecimento de energia.


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