Governo Trump muda pirâmide alimentar nos EUA e recomenda população a comer mais carne vermelha; veja vídeo
Mundo – O governo do presidente Donald Trump divulgou nesta quarta-feira (7) as novas Diretrizes Dietéticas para os Americanos (2025-2030), marcando o que autoridades chamam de “a maior redefinição da política nutricional federal em décadas”. Sob influência direta do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., as recomendações trazem de volta uma versão renovada da clássica pirâmide alimentar — agora “de cabeça para baixo” —, priorizando proteínas de alta qualidade (incluindo carne vermelha), gorduras saudáveis e alimentos integrais, enquanto declararam guerra aos açúcares adicionados e alimentos ultraprocessados.
A nova pirâmide inverte a estrutura tradicional: coloca carnes, queijos, vegetais e frutas na base mais larga (o topo da imagem invertida), enfatizando o consumo diário de proteínas animais e lácteos integrais, com grãos integrais em porções limitadas.
Em coletiva na Casa Branca, RFK Jr. defendeu as mudanças como baseadas em “ciência de padrão ouro” e criticou duramente os alimentos baratos e processados.
“A ideia de que uma refeição barata feita de alimentos processados é realmente barata é uma ilusão”, afirmou Kennedy. “Você paga por ela no final, com diabetes, obesidade e doenças. Se internalizarmos esses custos, o preço real seria muito maior.”
Ele reforçou: “Coma comida de verdade. Nada é mais importante para a saúde, produtividade e estabilidade econômica.”
Principais recomendações das novas diretrizes:
– Mais proteínas → Em todas as refeições, priorizando fontes como carne vermelha, aves, ovos, peixes e lácteos integrais.
– Gorduras saudáveis → Inclusão de manteiga, banha e gorduras saturadas de fontes naturais, encerrando o que Kennedy chamou de “guerra às gorduras saturadas”.
– Frutas, vegetais e grãos integrais → Consumir abundantemente, mas com moderação nos grãos.
– Menos ultraprocessados → Evitar lanches industrializados, bebidas açucaradas e carboidratos refinados.
As mudanças substituem o gráfico MyPlate (usado desde 2011) e impactarão diretamente programas federais, como merendas escolares (que atendem 30 milhões de crianças), vale-alimentação e refeições militares.
Embora as diretrizes mantenham conselhos clássicos como comer mais frutas e legumes, a ênfase em proteínas animais e relaxamento sobre gorduras saturadas gerou reações mistas. Críticos apontam riscos cardiovasculares com excesso de carne vermelha, enquanto apoiadores celebram o foco em “alimentos reais” para combater obesidade e doenças crônicas.
Com essa reforma, o governo Trump busca alinhar a nutrição pública ao lema “Make America Healthy Again”, promovendo uma dieta que, segundo Kennedy, pode reduzir custos médicos e melhorar a saúde nacional a longo prazo.


