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EUA mobilizam dois grupos de porta-aviões para pressionar o Irã; veja vídeo

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EUA mobilizam dois grupos de porta-aviões para pressionar o Irã; veja vídeo

Mundo – Em um movimento que reacende temores de escalada no Oriente Médio, o Pentágono está reposicionando dois grupos de ataque de porta-aviões em direção a águas próximas ao Irã. A manobra, detectada por imagens de satélite e confirmada por fontes anônimas no governo americano, ocorre enquanto o presidente Donald Trump modula sua retórica sobre uma possível intervenção militar no país persa, em resposta à violenta repressão aos protestos que eclodiram no final de 2025.

Os principais protagonistas navais são o USS Abraham Lincoln (CVN-72), que abandonou sua posição no mar do Sul da China e virou rumo ao oeste, e o USS George H. W. Bush (CVN-77), que deixou abruptamente seu porto em Norfolk, na costa leste dos EUA, sem aviso prévio oficial.

Cada grupo de ataque inclui o porta-aviões nuclear como peça central, acompanhado por destróieres, cruzadores e pelo menos um submarino de ataque — um conjunto capaz de projetar poder aéreo massivo com caças F-35C Lightning II (versão naval) e F/A-18 Super Hornet, além de dezenas de mísseis de cruzeiro Tomahawk, a arma de eleição para ataques de precisão contra alvos terrestres.

Confira um F-35C decolando do convés de um porta-aviões, símbolo do poder aéreo embarcado que reforça a capacidade de resposta rápida:

O Lincoln, que pode chegar à região em cerca de uma a duas semanas, foi flagrado em imagens de satélite executando a virada estratégica. O Bush, partindo do Atlântico Norte, segue caminho potencial para o Mediterrâneo oriental — posição clássica para operações contra o Irã.

O contexto é explosivo: desde o final de dezembro de 2025, o Irã enfrenta uma onda de protestos nacionais contra o regime teocrático, desencadeados por crise econômica e inflação galopante. Grupos de direitos humanos relatam centenas (alguns estimam milhares) de manifestantes mortos pela repressão brutal das forças de segurança, com blackout de internet e bloqueio de comunicações.

Trump, que já ameaçou “ações muito fortes” e chegou a dizer que os EUA estavam “prontos para ajudar” os iranianos, recuou parcialmente após supostamente receber garantias de que “a matança havia parado”. Ainda assim, a movimentação naval mantém a pressão máxima, mesmo que o ataque direto pareça menos iminente por ora.

O estreito de Ormuz — passagem crítica por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás mundial — continua no centro das preocupações. Qualquer escalada poderia paralisar o comércio global de energia.

Analistas apontam que a presença simultânea de dois grupos de porta-aviões serve tanto para dissuasão quanto para preparar opções reais de ação — desde ataques cirúrgicos contra instalações nucleares ou de mísseis balísticos até apoio indireto aos manifestantes via ciberoperações ou inteligência.

Por enquanto, o jogo é de ambiguidade estratégica: Trump mantém a ameaça viva, o Irã denuncia “ingerência”, aliados regionais (como Arábia Saudita e Israel) pressionam por cautela, e o mundo observa se essa demonstração de força naval vira ação ou permanece como cortina de fumaça diplomática.

Com os navios ainda a dias ou semanas de distância, o relógio corre — e o Golfo Pérsico permanece em ebulição.


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