Emergência na Venezuela: mais de 1 milhão de pessoas dependem de assistência após terremotos

Mundo – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que 1,8 milhão de pessoas, entre elas 680 mil crianças, precisam de ajuda humanitária na Venezuela após os terremotos que atingiram o país na semana passada.
“Os hospitais estão operando acima da capacidade, milhares de crianças não têm acesso confiável à água potável e muitas escolas foram danificadas. O Unicef está trabalhando com o Governo da Venezuela e parceiros para ampliar o apoio às crianças e às famílias, e o financiamento contínuo será fundamental para sustentar essa resposta nas próximas semanas”, disse Manuel Rodríguez Pumarol, representante do Unicef na Venezuela.
As informações preliminares indicam que 432 escolas, mais de um terço do total, foram danificadas somente no Distrito Capital. O Unicef informou que um carregamento contendo 20 toneladas métricas de suprimentos médicos, água e itens de saneamento chegou a Valência no sábado (27). Um segundo carregamento está previsto para os próximos dias. Juntos, os dois carregamentos devem atender mais de 100 mil pessoas.
O Unicef prevê que serão necessários US$ 52 milhões para atender à emergência provocada pelos terremotos.
Terremotos na Venezuela
O terremoto de magnitude 7,1 foi registrado no fim da tarde de quarta-feira (24), com epicentro próximo à cidade de Morón, no norte da Venezuela. Pouco depois, um segundo abalo, de magnitude 7,5, também foi registrado na região, ampliando os danos.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro terremoto ocorreu a cerca de 21 quilômetros de profundidade, característica que contribuiu para que os tremores fossem sentidos com maior intensidade nas cidades próximas ao epicentro.
Moradores de Caracas registraram o momento em que edifícios sofreram danos estruturais e nuvens de poeira tomaram conta de algumas áreas da capital. O tremor também foi sentido em diferentes regiões da Colômbia, segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC).
Após os abalos, o Centro de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos emitiu um aviso para áreas costeiras situadas em um raio de até 300 quilômetros do epicentro, incluindo regiões próximas a Porto Rico e às Ilhas Virgens Americanas. Posteriormente, as autoridades descartaram risco significativo para áreas mais distantes.


