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“De olhos bem abertos”: casos envolvendo Epstein e Larry King expõem a realidade macabra das seitas da elite; veja vídeo

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“De olhos bem abertos”: casos envolvendo Epstein e Larry King expõem a realidade macabra das seitas da elite; veja vídeo

Mundo – Por trás das cortinas de veludo e das portas fechadas de Washington e Hollywood, a ficção muitas vezes parece insignificante perto da realidade. O que Stanley Kubrick tentou nos avisar em 1999 não era um roteiro fantasioso, mas um documentário disfarçado.

Quando Tom Cruise, interpretando o Dr. Bill Harford, infiltrou-se em uma orgia mascarada da alta sociedade no filme “De Olhos Bem Fechados” (Eyes Wide Shut), o público viu aquilo como um thriller erótico e misterioso. Hoje, à luz dos arquivos de Jeffrey Epstein e do esquecido, mas brutal, Escândalo Franklin, o último filme de Stanley Kubrick soa menos como entretenimento e mais como um testamento final.

A tese de que “seitas da elite são apenas teorias da conspiração” desmorona quando analisamos os fatos. A história nos mostra que a imunidade dos poderosos não é um acidente, é um projeto.

O Último Aviso de Stanley Kubrick

Em 7 de março de 1999, o lendário cineasta Stanley Kubrick faleceu devido a um ataque cardíaco fulminante durante o sono. A morte, oficializada como natural, carrega até hoje uma coincidência perturbadora: ocorreu apenas seis dias após ele exibir a versão final de “De Olhos Bem Fechados” aos executivos da Warner Bros.

No filme, Kubrick expõe rituais de uma sociedade secreta composta por indivíduos ultra-ricos que usam máscaras para cometer atos de devassidão e, implicitamente, sacrifícios humanos. A teoria que persiste há décadas é a de que Kubrick estava expondo rituais reais que ele testemunhou ou sobre os quais obteve informações privilegiadas. As cenas deletadas (nunca recuperadas) continham detalhes ainda mais incriminatórios sobre quem realmente governa o mundo através da chantagem e do abuso.


A Tragédia Pessoal de Kubrick: A Seita “Aberta”

Enquanto denunciava as seitas secretas em sua arte, Kubrick sofria com uma seita “aberta” em sua vida pessoal. Sua filha, Vivian Kubrick, afastou-se da família e do próprio pai durante a produção do filme para se dedicar integralmente à Cientologia. Diferente das sociedades secretas do filme, a Cientologia opera à luz do dia, recrutando agressivamente a elite de Hollywood e isolando seus membros de seus familiares “supressivos”. A perda da filha para uma organização que opera com táticas de controle mental foi, para muitos biógrafos, a dor final que assombrou os últimos dias do diretor.

“Tão satânico quanto Epstein”: O Caso Larry King e o Escândalo Franklin

Muito antes de Epstein escandalizar o mundo com sua ilha da pedofilia, um sistema similar operava no coração da América, protegido pelas mais altas esferas do governo. O vídeo “Quando o Governo Encobriu Uma Seita Satânica”, do canal Mistere, resgata o aterrorizante Escândalo Franklin, ocorrido no final dos anos 80 em Omaha, Nebraska.

No centro deste pesadelo não estava o apresentador de TV, mas sim Lawrence “Larry” King, um homem negro, republicano em ascensão e gerente de uma cooperativa de crédito que desviava milhões.

O Recrutamento: King usava sua influência e acesso a orfanatos respeitados, como o Boys Town, para aliciar jovens vulneráveis.

A Rede: O esquema não era local. Crianças eram transportadas em voos privados para festas em Washington D.C., onde políticos e empresários pagavam por abusos. Relatos das vítimas, como Paul Bonacci e Alisha Owen, descrevem rituais sádicos e a presença de câmeras para gravar os atos – a clássica armadilha de chantagem (“kompromat”) usada por agências de inteligência.

O Ocultismo: O caso envolveu figuras como Michael Aquino, tenente-coronel do exército americano e fundador do Templo de Set, uma ramificação do satanismo, ligando a elite militar a rituais bizarros.

A Queima de Arquivo

O ponto mais crítico do caso Franklin foi a morte do investigador particular Gary Caradori. Em julho de 1990, Caradori ligou para um senador afirmando ter as provas finais que derrubariam a rede. Na mesma noite, seu pequeno avião desintegrou-se no ar misteriosamente. Ele e seu filho de 8 anos morreram. A maleta com as fitas e evidências desapareceu do local dos destroços antes mesmo da chegada da perícia oficial. O recado foi dado, e o caso foi abafado, com as vítimas sendo presas por perjúrio em uma inversão total da justiça.

Jeffrey Epstein: A “Lista” e a Continuidade do Método

Se o caso Franklin foi enterrado nos anos 90, o caso Jeffrey Epstein provou que o método continuou operando, apenas mudando de gestão. Em janeiro de 2024, a juíza Loretta Preska ordenou a divulgação de centenas de documentos selados relacionados ao processo de Virginia Giuffre contra Ghislaine Maxwell (a sócia de Epstein).

Recentemente, o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) liberou mais de 3,5 milhões de arquivos ligados ao caso, trazendo denúncias sobre casos como: a garota enterrada no campo de golfe de Trump; meninas leiloadas; recém nascido assassinado por rede de tráfico humano; bebê morto em um ritual; e cirurgia trans em crianças.

Estes documentos confirmaram o que Eyes Wide Shut sugeria: a elite frequenta os mesmos círculos, independentemente de ideologia política.

Os Nomes: Os arquivos mencionam figuras como os ex-presidentes Bill Clinton e Donald Trump, o príncipe Andrew (da realeza britânica), o mágico David Copperfield e até o cientista Stephen Hawking (que visitou a ilha de Epstein para um churrasco, segundo um e-mail bizarro onde Epstein oferecia recompensa para provar que o cientista não participou de orgias).

O Padrão: Assim como no caso de Larry King, Epstein não vendia apenas “prazer”; ele vendia influência e garantia o silêncio através da cumplicidade mútua. A sua morte na prisão (oficialmente suicídio, mas cercada de falhas de segurança inexplicáveis, câmeras desligadas e guardas dormindo) ecoa a morte conveniente de Craig Spence e o acidente de Gary Caradori no caso Franklin.

A conexão entre a arte de Kubrick, a fraude de Larry King e o tráfico de Epstein desenha um mapa claro. Não se trata de incidentes isolados de “maçãs podres”, mas de um ecossistema funcional onde o abuso é a moeda de troca e o ocultismo (seja como crença real ou teatro para unificar o grupo) é o cimento.

Kubrick tentou nos avisar pouco antes de morrer. As vítimas de Omaha tentaram gritar nos anos 80. As vítimas de Epstein lutaram por décadas. A conspiração não é a existência dessas seitas; a conspiração é o esforço contínuo e institucional para manter o público de “olhos bem fechados” para elas.

“Porque não há nada oculto que não venha a ser revelado, e nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz” – Lucas 8:17


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