China demonstra interesse em parceria com o Brasil para adotar modelo inspirado no Pix

Mundo – O Pix voltou ao centro do debate internacional após aparecer em discussões envolvendo as duas maiores economias do mundo. Enquanto os Estados Unidos classificam o sistema brasileiro como uma prática que prejudica empresas americanas, a China avalia oportunidades de cooperação para facilitar pagamentos entre os dois países.
Ao mesmo tempo, o Banco Central da China destacou, em comunicado divulgado neste mês, o potencial de integração com mecanismos brasileiros de pagamento e liquidação financeira. O tema surgiu durante reuniões entre autoridades monetárias dos dois países.
O Banco Central da China resumiu em comunicado os debates realizados durante o 4º encontro do Grupo de Trabalho de Cooperação Financeira Estratégica China-Brasil, realizado em Xangai.
O encontro contou com a participação de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil (BC).
Nesse contexto, representantes dos dois países discutiram o potencial do Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) e formas de cooperação em sistemas de pagamento voltados ao comércio bilateral.
“Ambas as partes também discutiram o potencial do SML e da cooperação em sistemas de pagamento, a fim de fornecer serviços de pagamento e compensação seguros e eficientes para o comércio bilateral”, diz o comunicado.
Pix desperta interesse de outros países
O interesse chinês não representa um caso isolado. Segundo o texto, outras jurisdições também mantêm conversas sobre possíveis integrações com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.
Além disso, Hsia Hua Sheng, vice-presidente do Bank of China, afirmou neste mês que a China possui interesse em incorporar o Pix. O executivo destacou ainda que plataformas de comércio eletrônico como o AliExpress já utilizam a tecnologia brasileira.








