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Bombardeio israelense deixa 32 mortos em Gaza durante trégua

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Bombardeio israelense deixa 32 mortos em Gaza durante trégua

Mundo – Um ataque aéreo israelense deixou ao menos 32 mortos neste sábado, 31 de janeiro, na Faixa de Gaza, incluindo três crianças, segundo autoridades palestinas. O bombardeio é considerado um dos mais intensos desde o início do cessar-fogo entre Israel e o grupo palestino Hamas.

De acordo com o Exército de Israel, a ofensiva teve como alvos comandantes, depósitos de armas e centros de fabricação do Hamas e da Jihad Islâmica. Aviões de guerra atingiram uma delegacia e residências nos arredores da Cidade de Gaza. Um acampamento que abrigava palestinos deslocados em Khan Younis, no sul do território, também foi bombardeado.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram um apartamento completamente destruído em um prédio de vários andares, com destroços espalhados pela rua. Samer al-Atbash relatou que os corpos de três sobrinhas pequenas foram encontrados no local do ataque. “Eles falam em cessar-fogo. O que aquelas crianças fizeram?”, questionou.

Israel afirmou que a ação foi uma resposta à violação da trégua registrada no dia anterior, quando tropas israelenses identificaram oito homens armados saindo de um túnel em Rafah, área sob controle israelense no sul de Gaza. Três homens teriam sido mortos no confronto e um quarto, preso. Segundo Tel Aviv, dezenas de combatentes ainda permanecem escondidos em túneis desde o início do cessar-fogo.

O Hamas, por sua vez, acusa Israel de violar o acordo e não informou se membros do grupo ou instalações foram atingidos no ataque deste sábado. O conflito começou após o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023.

Desde o início da trégua, tiros israelenses mataram mais de 500 pessoas, a maioria civis, segundo autoridades de saúde de Gaza. No mesmo período, militantes palestinos mataram quatro soldados israelenses, de acordo com dados oficiais de Israel.

Enquanto os dois lados trocam acusações, os Estados Unidos pressionam pelo avanço das próximas etapas do acordo, que prevê o desarmamento do Hamas, a retirada de tropas israelenses e o envio de uma força internacional de manutenção da paz. O Hamas tenta garantir a incorporação de cerca de 10 mil policiais à futura administração palestina de Gaza apoiada por Washington, demanda que enfrenta resistência israelense.

A reabertura da passagem de Rafah, na fronteira entre Gaza e o Egito, está prevista para este domingo como parte do plano para encerrar a guerra. O Egito condenou os ataques e pediu “máxima contenção” antes da reabertura, enquanto o Catar criticou o que chamou de repetidas violações israelenses do cessar-fogo.

Israel admite, de forma inédita, número de mortos divulgado por Gaza

Reportagens da imprensa israelense indicam que Israel teria aceitado, pela primeira vez, a estimativa do Ministério da Saúde de Gaza sobre o número total de mortos no conflito. As autoridades palestinas calculam que cerca de 71 mil pessoas morreram desde o início da guerra, em outubro de 2023.

Os números não diferenciam civis de combatentes e não incluem pessoas ainda soterradas ou vítimas indiretas da guerra, como aquelas que morreram por doenças ou fome. Israel sempre contestou essas estimativas, embora organizações como a ONU as considerem confiáveis.

Segundo o site Ynet, um funcionário do governo israelense afirmou que aproximadamente 70 mil habitantes de Gaza morreram durante a guerra, sem contar desaparecidos, e que o governo trabalha para distinguir combatentes de civis. As Forças de Defesa de Israel, no entanto, não confirmaram oficialmente a informação. O porta-voz das FDI, Nadav Shoshani, disse que os números ainda não refletem dados oficiais e que qualquer atualização será divulgada por canais formais.


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