Após ser capturado, Nicolás Maduro será julgado nos EUA, diz secretário de Trump
Mundo – O senador republicano Mike Lee, de Utah, afirmou neste sábado que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas. De acordo com Lee, Maduro será levado a julgamento nos Estados Unidos por acusações criminais, incluindo narcoterrorismo e conspiração para tráfico de drogas.
Em postagem no X (antigo Twitter), Lee relatou uma conversa telefônica com Rubio: “Ele me informou que Nicolás Maduro foi preso por agentes americanos para ser julgado por acusações criminais nos Estados Unidos, e que a ação cinética que vimos esta noite foi empregada para proteger e defender aqueles que executavam o mandado de prisão”. O senador acrescentou que Rubio não espera mais ações militares na Venezuela, agora que Maduro está sob custódia americana.
A declaração veio após explosões e ataques aéreos reportados em Caracas e arredores, incluindo bases militares como Fuerte Tiuna e La Carlota. O presidente Donald Trump confirmou a operação em redes sociais, anunciando que forças dos EUA capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, removendo-os do país em uma “ação em larga escala”.
Maduro, indiciado em 2020 por autoridades americanas e com recompensa de até US$ 50 milhões por sua captura, era alvo há anos devido a alegações de ligações com o tráfico de drogas. Inicialmente, Lee questionou a constitucionalidade da intervenção militar sem declaração de guerra, mas mudou de posição após o briefing de Rubio, argumentando que a ação se enquadra na autoridade presidencial para proteger pessoal dos EUA.
Do lado venezuelano, o governo declarou estado de emergência, condenou a “agressão imperialista” e exigiu provas de que Maduro e sua esposa estão vivos. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não saber o paradeiro do casal. Países como Rússia, Cuba e Irã criticaram a intervenção, enquanto opositores ao regime chavista celebram o fim do governo Maduro.
A operação, que envolveu forças especiais como a Delta Force, marca um momento histórico nas relações hemisféricas e pode pavimentar uma transição política na Venezuela, rica em petróleo, mas em crise há anos. Autoridades americanas prometem mais detalhes em breve.



