Após ofensiva dos EUA, governo venezuelano afirma não ter contato com Nicolás Maduro
Mundo – O cenário político da Venezuela entrou em um novo e grave capítulo neste fim de semana após o próprio governo admitir que perdeu contato com o presidente Nicolás Maduro depois de uma ofensiva militar atribuída aos Estados Unidos.
A informação foi confirmada pela vice-presidente Delcy Rodríguez, que declarou não ter dados concretos sobre o paradeiro do chefe do Executivo.
De acordo com relatos oficiais, a ofensiva atingiu pontos estratégicos de Caracas e de outros estados, provocando instabilidade no comando do país e gerando incertezas dentro da cúpula chavista.
Desde então, Maduro não teria feito nenhum pronunciamento público, aumentando as especulações sobre seu destino.
A situação ganhou ainda mais repercussão internacional após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar, por meio das redes sociais, que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, teriam sido capturados durante a operação e retirados do território venezuelano. Até o momento, essas declarações não foram confirmadas oficialmente pelo governo da Venezuela.
Diante do que classificou como uma agressão estrangeira, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, convocou as Forças Armadas e anunciou medidas de resposta, prometendo resistência contra qualquer tentativa de intervenção externa. O país decretou estado de emergência, reforçando a segurança em áreas consideradas sensíveis.
A perda de contato com o presidente evidencia um vácuo de poder e amplia o clima de tensão interna, enquanto a comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos do conflito, que pode provocar impactos políticos e diplomáticos em toda a região.
A crise marca mais um episódio da longa disputa entre Venezuela e Estados Unidos, que nos últimos anos se intensificou por sanções, acusações mútuas e embates no cenário geopolítico global.


