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Após 3 milhões de páginas reveladas do caso Jeffrey Epstein, Justiça dos EUA abre novas investigações contra pessoas da elite mundial

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Após 3 milhões de páginas reveladas do caso Jeffrey Epstein, Justiça dos EUA abre novas investigações contra pessoas da elite mundial

Mundo – A divulgação de mais de 3 milhões de páginas de documentos, imagens e vídeos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), em 30 de janeiro de 2026, reacendeu o escrutínio sobre a rede de influência de Jeffrey Epstein, o financista condenado por tráfico sexual de menores que morreu em 2019. Embora o vice-procurador-geral Todd Blanche tenha enfatizado que o material já foi analisado sem indícios suficientes para novas denúncias criminais imediatas — declarando que “não podemos simplesmente criar evidências” e que esta pode ser a liberação final —, a porta permanece aberta para investigações adicionais se pistas concretas emergirem da análise pública dos arquivos.

Em entrevista ao State of the Union da CNN, Blanche afirmou que o governo avaliará qualquer elemento novo e verificável trazido por civis ou imprensa, o que contrasta com a narrativa oficial de “encerramento” e alimenta especulações sobre a impunidade de figuras da elite global.

O que os arquivos revelam: nomes da elite mundial em destaque

O pacote — totalizando cerca de 3,5 milhões de páginas desde dezembro de 2025, além de mais de 2.000 vídeos e 180 mil imagens (muitos censurados para proteger vítimas ou evitar exposição explícita) — traz menções recorrentes a bilionários, políticos e celebridades. Nenhum dos citados enfrenta acusações formais novas por crimes sexuais no contexto desses documentos, mas as interações expõem contatos prolongados com Epstein mesmo após sua condenação de 2008.

– Donald Trump — Centenas de menções, incluindo uma lista do FBI com alegações de agressão sexual (muitas anônimas, não verificadas e apresentadas perto da eleição de 2020). O DOJ classificou-as como “falsas e sem fundamento”. Trump negou qualquer irregularidade e afirmou que os arquivos o isentam de acusações antigas.

– Elon Musk — Inúmeras trocas de e-mails, incluindo uma de 2012 em que Epstein pergunta sobre passageiros para a ilha e Musk responde mencionando uma “festa mais selvagem” na ilha (com Talulah, sua ex-esposa). Musk admitiu que os e-mails podem ser mal interpretados por detratores, mas priorizou processar exploradores de menores.

– Bill Gates — Rascunho de e-mail de Epstein alegando que Gates teve relações extraconjugais, incluindo ajuda com drogas para encontros com mulheres russas e facilitação de affairs com casadas. A Fundação Gates negou veementemente, chamando as alegações de “absurdas” de um “mentiroso conhecido”.

– Richard Branson — E-mail de 2013 em que Branson agradece um encontro e brinca sobre Epstein trazer seu “harém”. Representantes de Branson esclareceram que contatos foram raros, há mais de 12 anos, limitados a grupos ou negócios, e que ele condena as ações de Epstein.

– Andrew Mountbatten-Windsor (ex-príncipe Andrew) — Convite para Epstein jantar no Palácio de Buckingham em 2010 (com pedido de “privacidade”), após oferta de apresentação a uma mulher russa de 26 anos. Fotos e menções sugerem proximidade, incluindo imagens perturbadoras (como Andrew ajoelhado sobre uma mulher, segundo relatos). Andrew sempre negou irregularidades.

– Howard Lutnick (atual secretário de Comércio de Trump) — Planejamento de almoço na ilha de Epstein em dezembro de 2012, com a esposa perguntando sobre ancoragem em St. Thomas. Interações continuaram anos após Lutnick alegar ter cortado laços em 2005.

– Steve Tisch (coproprietário dos New York Giants) — E-mails de 2013 sugerindo que Epstein apresentou mulheres a Tisch, descrevendo uma russa como “divertida, mas que raramente diz toda a verdade”.

Outras figuras como Steve Bannon (ex-conselheiro de Trump) aparecem em conversas políticas e logísticas. Grandes volumes de “pornografia comercial” e material explícito foram incluídos, mas sem provas diretas de cumplicidade além do que condenou Ghislaine Maxwell (20 anos por recrutamento de menores).

Possibilidade de novas investigações contra a elite

Apesar da ênfase em “fim de ciclo”, a abertura para novas pistas — especialmente se a leitura coletiva revelar testemunhos, conexões financeiras ou provas não vistas — sugere que o caso pode não estar encerrado. Advogados de vítimas criticam acordos passados (como o de 2008 na Flórida) que protegeram facilitadores de alto escalão. A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada por Trump em 2025, forçou essa mega-divulgação, mas investigações em andamento permanecem sigilosas para preservar vítimas e evitar violações.

O escândalo Epstein expõe falhas sistêmicas quando poder e riqueza estão envolvidos. Enquanto o governo busca transparência seletiva, a sociedade e a imprensa mantêm pressão: a impunidade não pode ser o legado final dessa rede que ligou Wall Street, Washington, Hollywood e realeza. Se elementos concretos surgirem, a elite mundial — de presidentes a bilionários — ainda pode enfrentar reavaliações judiciais.


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