Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários ameaça greve de ônibus em Manaus na segunda-feira (18/5)

Manaus — O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus (Sintro-AM) anunciou uma greve por tempo indeterminado que promete paralisar 100% da frota de ônibus na capital amazonense a partir desta segunda-feira (18 de maio). A decisão foi confirmada pelo presidente da entidade, Givancir Oliveira, diante do travamento das negociações com a classe patronal, que já se estendem por quatro meses.
Impasse nas negociações e reivindicações
O principal motivo da paralisação é a falta de acordo salarial e de benefícios com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). A categoria dos rodoviários exige um reajuste salarial de, no mínimo, 12%. Em contrapartida, os trabalhadores alegam que a proposta patronal ofereceu um aumento de apenas 2%.
Além do reajuste salarial, a manutenção dos postos de trabalho é um ponto crítico do impasse. O sindicato patronal manifestou a intenção de eliminar 100% das vagas de cobradores de ônibus, medida à qual o Sintro-AM se opõe veementemente, exigindo a garantia permanente desses cargos.
Outra reivindicação central da categoria diz respeito aos profissionais que exercem “dupla função” — motoristas que também realizam a cobrança de passagens, situação que atinge cerca de 30% da categoria. Atualmente, esses trabalhadores recebem uma bonificação de R$ 600, e o sindicato exige que o valor seja reajustado para pelo menos R$ 1.200.
“Cansados de tanto esperar, a categoria na segunda-feira deve paralisar 100% da frota”, advertiu Givancir Oliveira, destacando que o sindicato já esgotou as tentativas de diálogo, incluindo reuniões e audiências sem sucesso.
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Impacto na mobilidade urbana de Manaus
Se a greve for de fato deflagrada, o impacto na rotina dos manauaras será imediato e severo. Centenas de milhares de usuários do transporte público — entre trabalhadores, autônomos e estudantes — ficarão sem o serviço essencial de deslocamento entre os bairros e os principais Terminais de Integração da cidade (T1, T2, T3, T4 e T5).
A iminência da paralisação total já gera forte preocupação na cidade quanto aos reflexos indiretos na mobilidade urbana:
Transporte por Aplicativo: Espera-se uma alta expressiva nos preços das corridas (tarifa dinâmica) em plataformas como Uber e 99 devido à explosão na demanda.
Transporte Alternativo: Longas filas e superlotação devem registrar-se nos serviços conhecidos como “Amarelinhos” e nos micro-ônibus executivos.
Trânsito Caótico: O aumento expressivo de carros particulares nas ruas tende a sobrecarregar o fluxo de veículos, provocando congestionamentos severos em artérias viárias estratégicas da capital durante os horários de pico, tais como as avenidas Constantino Nery, Torquato Tapajós e Rodrigo Otávio.
Até o fechamento desta matéria, o Sinetram não havia emitido nenhum posicionamento oficial sobre a contraproposta de reajuste apresentada pelos trabalhadores ou sobre a iminente ameaça de paralisação total do sistema rodoviário.








