Manaus e municípios do interior registram piora na qualidade do ar com avanço do verão amazônico

Manaus – O avanço do período mais seco do ano já começa a refletir na qualidade do ar em diferentes regiões do Amazonas. Na manhã desta sexta-feira (7), Manaus e pelo menos 11 municípios do interior apresentaram níveis de poluição classificados como moderados por plataformas de monitoramento ambiental.
Além da capital, aparecem com alterações nos indicadores cidades como Alvarães, Novo Airão, Manacapuru, Itacoatiara, Itapiranga, Novo Aripuanã, Apuí, Manicoré, Humaitá, Lábrea e Ipixuna. Municípios da Região Metropolitana de Manaus, entre eles Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Careiro, também registraram impacto na qualidade do ar.
Os dados são acompanhados por sistemas como Selva e PurpleAir, que medem a concentração de partículas finas conhecidas como PM2,5. Esse tipo de poluente costuma estar associado principalmente à fumaça de queimadas e à queima de combustíveis.
Entre os municípios monitorados pelo Selva, Itapiranga apresentou índice de 39, enquanto Novo Airão marcou 35,9. Alvarães registrou 33,7; Manacapuru, 26,3; Novo Aripuanã, 26,1; e Itacoatiara, 25,7. Nas proximidades de Apuí, o indicador também chegou a 39.
A situação mais preocupante aparece no sul do Amazonas, região historicamente mais afetada pelas queimadas durante o verão amazônico. Apuí, Manicoré, Humaitá, Lábrea e Ipixuna estão entre os municípios que apresentam maior presença de poluentes segundo o monitoramento.
As partículas PM2,5 são extremamente pequenas, com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros. Por causa disso, conseguem chegar às regiões mais profundas dos pulmões e, em exposições prolongadas, podem representar risco maior à saúde.
Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares estão entre os grupos mais vulneráveis. A exposição pode contribuir para crises de asma, bronquite, irritação das vias respiratórias e agravamento de problemas preexistentes.
Com a intensificação do período seco, o acompanhamento da qualidade do ar ganha ainda mais importância, principalmente nas áreas onde o número de queimadas costuma aumentar nos próximos meses.

