Tensão no STF: PGR defende retirada de sigilo em caso que envolve Daniel Vorcaro e Moraes
Brasil – A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou, nesta segunda-feira (14), a favor da quebra do sigilo sobre a rede de pagamentos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O posicionamento foi encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
A manifestação atende a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou a retirada do sigilo dos inquéritos antes do julgamento marcado para esta terça-feira (15). A medida pode resultar na abertura de uma investigação contra o magistrado. Segundo Moraes, a quebra do sigilo é necessária porque o material contém “elementos essenciais” para o julgamento.
Fachin é o responsável pela condução do caso. Em resposta ao presidente da Corte, o vice-procurador-geral da República, Hidenburgo Chateaubriand, afirmou que a PGR não tinha conhecimento da existência do processo e que ele sequer aparece disponível para consulta no sistema do Supremo.
“PGR não relacionou a mencionada PET por não ter tido acesso à sua existência. Ela não aparece visível à PGR no sistema do STF”, escreveu.
PGR quer retirada do sigilo
Segundo a Procuradoria, o conteúdo deve deixar de ser sigiloso para que os integrantes do STF possam analisar a totalidade dos fatos antes do julgamento envolvendo Moraes.
Em sua manifestação, a PGR afirmou que o documento é considerado relevante para que os ministros compreendam todos os fatores relacionados ao tema que será debatido.A Procuradoria acrescentou que, seguindo as mesmas premissas de parecer anterior, também entende que o sigilo da PET 15645 deve ser retirado para conhecimento dos integrantes da Corte.
Alvo da PF
O ministro Alexandre de Moraes tornou-se alvo de um relatório da Polícia Federal após a identificação de 52 mensagens trocadas com Daniel Vorcaro. Segundo as informações apresentadas, os dois teriam conversado principalmente em novembro de 2025, pouco antes da primeira prisão do banqueiro.
Vorcaro teria procurado Moraes por estar preocupado com o avanço das investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master.O material também envolve a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, além de outras autoridades.
O relatório foi produzido por determinação de André Mendonça e provocou uma crise na Suprema Corte, com troca de acusações entre os ministros.Na semana passada, Edson Fachin convocou uma sessão plenária para discutir o relatório.
Com informações de Metrópoles.com

