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“Se tornou totalmente inviável”: Micael Galvão desiste de assumir equipe de Jiu-Jitsu após prisão do pai; veja vídeo

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“Se tornou totalmente inviável”: Micael Galvão desiste de assumir equipe de Jiu-Jitsu após prisão do pai; veja vídeo

Brasil – O mundo do Jiu-Jitsu foi impactado nesta quarta-feira (6/5) por um pronunciamento aguardado e carregado de emoção. Micael Galvão, um dos maiores nomes da nova geração da arte suave, quebrou o silêncio após a prisão de seu pai e mentor, Melqui Galvão, ocorrida em Manaus. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o jovem atleta não apenas comunicou mudanças drásticas em sua carreira, mas também adotou uma postura de solidariedade direta às vítimas.

O recuo estratégico e o foco na família

Após a desestabilização e o fechamento da “BJJ College”, equipe liderada por seu pai, Micael chegou a anunciar a criação de seu próprio time, o “Mika Jiu-Jitsu”. No entanto, diante da gravidade das denúncias e do desenrolar das investigações, o atleta decidiu recuar.

Micael explicou que, inicialmente, sentiu o peso de carregar a responsabilidade por atletas e famílias que ficaram desamparados com o fim da equipe anterior, mas reconheceu que o momento exige outra prioridade. “Com todos os acontecimentos, se tornou totalmente inviável. Não vai ser possível continuar com o projeto agora”, afirmou o lutador. Para ele, o objetivo imediato é o suporte emocional dentro de casa: “O momento agora é mais de cuidar da minha família”.

Solidariedade e confiança na Justiça

Um dos pontos mais sensíveis do pronunciamento foi o direcionamento de Micael às mulheres que denunciaram Melqui Galvão por crimes sexuais. Fugindo de uma postura defensiva, o jovem ofereceu suporte prático às vítimas.

“Queria me solidarizar. Dizer que, se precisar de mim, estou dando meu suporte. Se precisarem de ajuda com alguma coisa dentro das minhas possibilidades, me disponibilizo”, declarou. Ao finalizar o vídeo, Micael reforçou sua postura diante das instituições: “Eu acredito na justiça. Sei que é um momento delicado, mas acredito que tudo vai se concretizar”.

O peso das investigações

O caso contra Melqui Galvão tomou proporções nacionais após uma reportagem do programa Fantástico detalhar relatos de condutas predatórias. As denúncias apontam um padrão de abusos que teriam começado com alunas ainda menores de idade, incluindo episódios de atos libidinosos sem consentimento durante viagens para competições internacionais.

Além de professor de Jiu-Jitsu, Melqui é servidor efetivo da Polícia Civil do Amazonas, de onde já foi afastado cautelarmente. Atualmente, ele permanece detido na Delegacia Geral do Amazonas, enquanto a Justiça analisa um pedido de transferência para São Paulo, onde as investigações prosseguem.

Para Micael Galvão, o futuro como líder de uma marca ou academia própria permanece como uma possibilidade para o amanhã, mas, por ora, o tatame dá lugar ao processo de justiça e à reconstrução pessoal diante de um dos capítulos mais sombrios de sua trajetória familiar.


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