Preso o casal que matou criança de 6 anos a tijoladas e asfixiamento e escondeu o corpo dentro de fogão

Ana Maria chegou a dar entrevistas para a TV em que dizia que havia dado dinheiro para a criança ir comprar pão e não voltou mais.
Ana Maria de Jesus Gouveia e Claudinei Gonçalves Monteiro, suspeitos de matar o menino Isaque Furlan, de seis anos, na última sexta-feira (25), tiveram a prisão decretada pela juíza Liana de Oliveira. A medida judicial foi publicada neste sábado (26) e impede que o casal seja colocado em liberdade. Caso aconteceu em Almirante Tamandaré, em Curitiba.
De acordo com o despacho da juíza, depois de a criminosa atingir o menino com golpes de tijolo na cabeça, “diante da dúvida acerca do óbito da criança, amarrou um cabo de energia da enceradeira e fez um nó no seu pescoço por orientação e com o auxílio de Claudinei, chegando a relatar inclusive que o último nó foi feito por este. Portanto, embora haja a negativa de autoria por parte do autuado Claudinei, o interrogatório da conduzida Ana traz elementos consistentes da participação de ambos nos crimes em apreço”.
A juíza Liana de Oliveira Luerders ressalta o sentimento de vingança como motivação do crime e como a criança foi atraída após a oferta de uma pipa.
“Neste contexto, dada a gravidade e violência empregada pelos indiciados, e, sobretudo pela forma como os fatos ocorreram, conclui-se que a liberdade dos autuados constituirá ameaça à ordem pública, vez que a prisão, além de prevenir a reprodução de fatos criminosos, também visa acautelar o meio social, dada a periculosidade demonstrada diante da vítima, que, conforme já mencionado, não possuía qualquer possibilidade de defesa e teve ceifada sua vida de forma precoce e cruel. Repita-se por vingança, os autuados tiraram a vida de uma criança! Valeram-se de sua inocência, a seduziram com a oferta de uma pipa, a qual chegando à residência dos conduzidos foi surpreendida, sem qualquer possibilidade de defesa ou reação, com tijoladas, tendo ainda seu pescoço amarrado até a morte, de forma covarde e cruel, e ainda a colocaram numa bolsa dentro de um fogão de cozinha”, traz o despacho.

Além disto, a juíza destaca que a prisão preventiva se justifica pelo fato dos indiciados declararem que tinham desavença com a família da vítima, evitando assim qualquer forma de intimidação. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Almirante Tamandaré.
Os detalhes sobre o crime foram repassadas pela própria suspeita à polícia. Antes de confessar que tinha assassinado Izaque, Ana Maria disse que pediu para ele comprar pão e informou o desaparecimento do menino. O corpo dele foi encontrado na casa da mãe da suspeita.
A casa de Ana Maria foi depredada no mesmo dia do crime, após a revelação da morte de Izaque e a prisão dela. Neste sábado, a residência foi incendiada por moradores da região. O corpo do menino foi velado na casa da família e sepultado na tarde de sábado.

Ana Maria, além do homicídio qualificado, foi autuada por estelionato. Segundo informações repassadas pela polícia, a suspeita fraudou documentos e recebia há dois anos um benefício destinado a Izaque.








