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Polícia encontra cerca de R$ 686 mil na casa de assessor ligado a Milton Leite em Sorocaba

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Polícia encontra cerca de R$ 686 mil na casa de assessor ligado a Milton Leite em Sorocaba

Brasil – A Polícia Civil encontrou, nesta sexta-feira (18), R$ 280 mil e US$ 79 mil, valor equivalente a cerca de R$ 406 mil na cotação do dia, na residência de um assessor ligado a Milton Leite, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, em Sorocaba, no interior paulista.

Somados, os valores chegam a aproximadamente R$ 686 mil. Todo o dinheiro encontrado foi apreendido pelas autoridades.

Milton Leite é um dos alvos de prisão temporária da Operação Vectura Corrupta, que investiga a suspeita de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do transporte público de São Paulo. O ex-vereador não foi localizado pelas autoridades e continua sendo considerado foragido.

Segundo informações apuradas pelo Metrópoles, as autoridades esperavam encontrar Leite em Sorocaba, mas não conseguiram localizá-lo.

Ex-vereador afirma que vai se apresentar

Poucas horas após o início da operação, Milton Leite afirmou que pretendia se apresentar às autoridades em até 24 horas. Em declaração ao Metrópoles, disse que não estava se escondendo.O ex-vereador também afirmou que estava no interior de São Paulo para compromissos relacionados à campanha do filho, Milton Leite Filho (União), candidato à Câmara dos Deputados.

Leite nega as acusações e afirma que sua atuação junto à SPTrans ocorreu a pedido do então prefeito Bruno Covas, durante uma greve no transporte público em 2019.

Operação Vectura Corrupta

A Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), investiga suspeitas de infiltração do PCC em empresas de transporte coletivo e estruturas do poder público.A Justiça decretou a prisão temporária de 16 investigados. Até o momento, 10 pessoas foram presas e outras seis são procuradas. Também foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão.

De acordo com informações apresentadas pelo delegado Fabricio Intelizano durante coletiva de imprensa, as prisões temporárias têm prazo de 30 dias, podendo ser prorrogadas por mais 30. As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito no esquema.

Entre os alvos está o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, preso durante a operação.

Segundo a investigação, 12 das 22 empresas de transporte coletivo da capital paulista seriam, em tese, controladas pelo PCC. As autoridades apontam que a suposta infiltração envolveria empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de dinheiro.

A operação é um desdobramento da investigação iniciada na Operação Dercúrio, deflagrada em 2024 para apurar um esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao PCC.

O que dizem os envolvidos

A defesa de Levi dos Santos Oliveira afirmou ter sido surpreendida com a prisão e disse aguardar acesso aos autos para adotar as medidas cabíveis.

A Prefeitura de São Paulo informou que a intervenção determinada na empresa Transwolff, em abril de 2024, teve como objetivo proteger o sistema municipal de transporte. Na mesma ocasião, a administração municipal também determinou intervenção na UPBus, segundo a prefeitura, mesmo sem solicitação da Justiça.

A administração municipal afirmou que atua com rigor para preservar o interesse público e evitar prejuízos à população. Também informou que abriu processo pela Controladoria-Geral do Município contra as empresas e que trabalha em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil nas investigações.

Em nota, a Câmara Municipal de São Paulo declarou que acompanha os desdobramentos da investigação conduzida pelo MPSP, em conjunto com a Polícia Civil e o Poder Executivo, e aguarda a conclusão das apurações.O Metrópoles informou que tenta contato com os demais investigados.

Com informações de Metrópoles.com


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