Perícia encontra 14 hematomas no corpo de mulher de PM morta com tiro na cabeça

Brasil – A morte de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, ganhou novos elementos após a perícia identificar 14 equimoses, marcas semelhantes a hematomas, espalhadas pelas mãos, pés, joelhos e perna esquerda da vítima. Ela foi encontrada morta dentro do banheiro de casa, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
Larissa morreu com um tiro na cabeça. O marido dela, o soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, de 26 anos, está preso temporariamente e é investigado por suspeita de homicídio.
O policial nega ter matado a esposa e afirma que Larissa teria cometido suicídio.
Trajetória do tiro levanta dúvidas
Segundo a análise preliminar, o disparo entrou pela região temporal esquerda e saiu pela área temporoparietal direita, seguindo uma trajetória de trás para frente.
A perícia aponta que Larissa teria sido baleada pelas costas, enquanto estava em pé, e que o tiro não foi disparado à queima-roupa.
Esse detalhe passou a ser um dos principais pontos analisados pela investigação, já que levanta questionamentos sobre a versão apresentada pelo marido.
A arma do policial foi encontrada embaixo do corpo da vítima e apreendida para exames.
Marcas no corpo ainda são analisadas
Além do ferimento provocado pelo disparo, os peritos encontraram 14 marcas pelo corpo de Larissa. Apesar disso, ainda não é possível afirmar se elas foram provocadas por agressões, quedas ou outra situação.
Também foram encontrados vários fios de cabelo presos à calça da jovem, mas a perícia ainda não determinou a quem pertencem.
A Polícia Civil aguarda novos laudos, incluindo o exame toxicológico, e deve realizar uma reprodução simulada dos fatos para tentar esclarecer exatamente o que aconteceu dentro da casa.
O caso segue sendo investigado, e a responsabilidade criminal ainda dependerá da conclusão das perícias e demais provas reunidas pela polícia.

